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Trabalho protegido e inclusão de pessoas com deficiência intelectual no podcast da ABRH-PR. Crédito: Reprodução

ABRH-PR

Trabalho protegido e inclusão de pessoas com deficiência intelectual impulsionam autonomia e transformação social

GazzConecta
23/10/2026 11:55
A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho tem avançado para além do mero cumprimento de exigências legais, consolidando-se como uma estratégia essencial de transformação social, autonomia e engajamento corporativo. Quando alinhada a um planejamento estruturado, acolhimento e parcerias institucionais sólidas, a diversidade passa a gerar impactos profundos tanto para os colaboradores quanto para as organizações e a comunidade.
Esse foi o tema central do décimo episódio do podcast Diversidade: Vida, Vozes e Trabalho, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná (ABRH-PR) em parceria com o GazzConecta.
A edição foi apresentada por Cláudia Malschitzky, diretora voluntária de Diversidade e Inclusão da ABRH-PR, ao lado de Valéria Tavares, voluntária na instituição desde 2020 e executiva de RH hoje gerente de DHO na RDP Energia. Juntas, elas receberam Fernanda Barbosa, Coordenadora da área de Pessoas no Sicoob Metropolitano e responsável por Diversidade e Inclusão, para discutir o case de sucesso do projeto "Espaço Transformar".
Na abertura do episódio, Cláudia Malschitzky ressaltou que a inclusão exige planejamento, sensibilidade e abertura para acolher novas realidades. "O nosso programa traz a mensagem de que diversidade e inclusão são possíveis quando você tem boa vontade, organização, planejamento e o coração aberto para novas pessoas e oportunidades. A diversidade é trazer para o dia a dia aquilo que foge do padrão, mostrando através de cases reais que isso funciona e traz resultados muito bacanas."

Trabalho protegido, autonomia e impacto social

Ao detalhar a iniciativa, Fernanda Barbosa explicou como o Sicoob Metropolitano estruturou um espaço de trabalho protegido nas instalações da APAE de Maringá, voltado prioritariamente para profissionais com deficiência intelectual. Os colaboradores possuem contrato CLT adaptado para jornada de quatro horas diárias e realizam atividades práticas, como confecção de brindes institucionais e kits de integração, desenvolvendo competências profissionais e laços sociais.
"A gente vê na prática o impacto mental, financeiro e social que esse projeto traz para os colaboradores e suas famílias. Falar de conectar pessoas é conectar todas as pessoas. Vemos casos de colaboradores que conquistaram autonomia para usar o transporte público sozinhos, compraram carro com a família ou iniciaram o financiamento da própria casa. É um resgate de autoconfiança e dignidade”, afirma Fernanda.
Diante da experiência apresentada, Valéria Tavares ressaltou o papel transformador da convivência e do engajamento de equipes para romper barreiras atitudinais no ambiente de trabalho e inspirar o mercado.
Para Valéria, "a trajetória do Espaço Transformar mostra que os resultados vão muito além da produção de brindes ou estopas; vocês ajudam cada pessoa a construir a própria história com respeito e dignidade. A nossa intenção ao compartilhar esse case é mostrar que é possível fazer, encorajar outras empresas a não guardarem suas boas práticas e permitirem que mais vidas sejam impactadas”.

Comunicação de cases e o compromisso coletivo

O debate destacou a relevância de compartilhar publicamente as iniciativas de responsabilidade social. Longe de ser apenas uma autopromoção, a divulgação de cases bem-sucedidos serve de modelo para que outras organizações adotem ações inclusivas e ampliem o impacto na sociedade.
Além disso, o episódio reforçou a necessidade de oferecer educação financeira e suporte contínuo aos profissionais com deficiência, garantindo que o acesso ao trabalho se converta em prosperidade, independência financeira e segurança patrimonial a longo prazo.

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