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O Vale do Silício abrange várias cidades da baía de São Francisco na Califórina. São José (foto) é uma delas. Crédito: Dreamframer/Bigstock.

Thiago Ayres

Thiago Ayres

Thiago Ayres é pai, empresário e empreendedor serial, investidor e especialista em crescimento de negócios através de gestão inteligente. Rodou mais de 20 países ajudando dezenas de empresas a faturarem mais de 1 bilhão e centenas de empresários a terem mais riqueza e liberdade.

Bora crescer

O que aprendi sobre crescimento de negócios no Vale do Silício - e que você pode aprender também

25/10/2024 17:18
Depois que falarmos sobre as lições de negócios que aprendi visitando Lima, no Peru, é hora de chegar à Califórnia, mais precisamente ao Vale do Silício, lugar com o qual tenho uma longa história. Tive a oportunidade de morar por lá e, por um triz, não me mudei definitivamente para São Francisco. De última hora, alguns planos mudaram (história para outro artigo).
Após ter vivido lá, o Vale voltou à minha vida profissional em uma série de visitas, imersões e acompanhamentos de clientes no centro de inovação mais famoso do mundo.
Sem dúvidas, é uma escola de gestão, inovação e empreendedorismo, na qual pude identificar três fundamentos para desenvolver o seu negócio. São eles:
1) “O Vale do Silício não é um lugar: é uma mentalidade”: um dos pensamentos vigentes por lá é de que todo dia é o dia 1 da empresa. Não existe, como nas empresas tradicionais, a expectativa de chegar a um patamar no qual as coisas se estabilizam. O foco, por lá, não é a estabilidade, mas o crescimento contínuo indefinidamente. Esse plano tem um quê de inspiracional, pois é preciso se colocar sempre no início da jornada - tanto a sua quanto a da sua empresa - e considerar que há sempre muito para aprender, para crescer - e há, também, muito espaço para fazer diferente.
2) Pensamento de escala: independente do tipo de empreendimento que nasce por lá, todos eles têm em comum a busca pelo modelo escalável de negócio. Em suma, todos os projetos colocados em prática no Vale buscam um motor de crescimento exponencial. Isso quer dizer que o jeito de operar e ganhar dinheiro daquela empresa deve permiti-la multiplicar seus ganhos em uma escala muito maior do que o crescimento de seus custos e/ou tamanho.
3) Mentalidade orientada à equity: essa é uma visão de negócios menos orientada a caixa e mais orientada à equity. Nela, a empresa vale pelo impacto que causa na sociedade e os resultados gerados por ela fazem com que esse ativo possa valer muitos milhões - e seja compartilhado como atrativo de talentos e investidores.
Para alguns modelos de negócio, faz mais sentido criar equity (valor total de mercado, seja tangível ou intangível), implementando o compromisso genuíno com a justiça social e a igualdade de oportunidades, do que gerar somente caixa.
Além desses itens que listei, vale complementar, ainda, que o ambiente empreendedor do Vale do Silício leva muito a sério o ecossistema colaborativo, o foco no cliente, no qual estão dispostos a alavancar seus produtos e serviços com base no feedback de necessidades dos usuários - e o investimento em talentos, priorizando a atração e retenção de profissionais que sejam um diferencial para o negócio.
E aí, quais fatores do empreendedorismo da região do Vale do Silício estão presentes no seu negócio e quais ainda falta implementar em sua cultura institucional? Conta pra mim lá no Instagram ou no LinkedIn.
Te vejo no próximo destino!

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