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Abrangendo todo o ecossistema latino-americano pela primeira vez, o estudo rankeia as 100 startups com maior potencial de se tornarem unicórnios nos próximos anos. Crédito: Canva.

Corrida de Unicórnios

Distrito expande Corrida dos Unicórnios para América Latina e aponta as 20 startups mais promissoras da região

GazzConecta
27/02/2024 15:16
Depois de dois anos difíceis para o setor de tecnologia, em função da escassez de capital provocada pela alta global dos juros, o apetite por risco volta a dar sinais de “recuperação e adaptação”. É o que aponta o relatório anual “Corrida dos Unicórnios” do Distrito, maior plataforma de tecnologias emergentes da América Latina. Abrangendo todo o ecossistema latino-americano pela primeira vez, o estudo rankeia as 100 startups com maior potencial de se tornarem unicórnios nos próximos anos. As informações são do Distrito.
No top 20, 12 são brasileiras, com predomínio das fintechs como setor e do B2B como público-alvo; os modelos de negócios mantêm concentração em SaaS. Ainda no recorte das top 20, mais da metade têm menos de seis anos de fundação e, juntas, captaram quase US$1 bilhão em investimentos somente em 2023. “A nossa metodologia incorpora aspectos macroeconômicos, indicadores setoriais específicos e uma análise qualitativa das startups", analisa Gustavo Gierun, CEO e cofundador do Distrito. De acordo com o executivo, outro fator considerado na “Corrida dos Unicórnios” foi o valor das últimas rodadas de investimento que, estando acima da média do setor e do estágio, refletem a confiança do mercado no modelo de negócio e na proposta de valor da startup.

As startups brasileiras na Corrida dos Unicórnios

  1. Blip: Fundada em 1999, a martech série B já captou US$ 170,6 milhões. É conhecida por sua plataforma de inteligência artificial (IA) que facilita a comunicação entre empresas e clientes por meio de aplicativos de mensagens – a exemplo do WhatsApp e Facebook Messenger.
  2. Petlove: Fundada em 1999, a pettech série C já captou US$ 222 milhões. Evoluiu para se tornar o maior petshop online do país, com 5,5 milhões de usuários mensais para quem oferece um programa de assinatura para produtos pet, digitaliza petshops e clínicas veterinárias com um marketplace. Também adquiriu outras startups, como a Nofaro.
  3. Órigo Energia: Fundada em 2010, a energytech série D já captou US$ 346,9 milhões. É pioneira no mercado de geração distribuída de energia solar, atendendo a mais de 100 mil clientes em diversos estados com acesso à energia solar para consumidores residenciais e empresas de pequeno e médio porte.
  4. Omie: Fundada em 2013, a fintech série B já captou US$ 136,7 milhões. Tem mais de 70 mil clientes. Oferece serviços de otimização contábil e gestão de vendas por meio de um ERP na nuvem.
  5. Cerc: Fundada em 2015, a fintech série C já captou US$119,5 milhões. Trata-se de uma registradora de recebíveis, duplicatas, entre outros.
  6. Solfácil: Fundada em 2018, a energytech série C já captou US$ 166,5 milhões. É pioneira no financiamento de instalações de painéis solares residenciais no Brasil.
  7. Buser: Fundada em 2017, a startup série C do setor de mobilidade já captou US$ 138,9 milhões. Trata-se de uma plataforma que facilita a organização de viagens de ônibus compartilhadas.
  8. CRM&Bonus: Fundada em 2018, a martech série A já captou US$ 52,1 milhões. É uma plataforma de "giftback" que permite o controle em tempo real da entrega de benefícios aos consumidores.
  9. QI Tech: Fundada em 2018, a fintech série B já captou US$ 250 milhões. A plataforma de infraestrutura modular permite o desenvolvimento de soluções financeiras como crédito e pagamento via API.
  10. Stark Bank: Fundada em 2018, a fintech série B já captou US$ 60,4 milhões. Atende médias e grandes empresas com soluções bancárias digitais que incluem dashboards, gestão financeira e operações transacionais.
  11. Tractian: Fundada em 2019, a startup série B do setor industrial já captou US$ 65,7 milhões. Utiliza uma tecnologia que combina sensores e software para prever necessidades de manutenção antes de falhas ocorrerem.
  12. Mottu: Fundada em 2020, a startup série C do setor de mobilidade já captou US$ 110,4 milhões. Oferece aluguel de motocicletas para entregadores independentes, além de crédito, seguro e manutenção.

Na América Latina

  1. 99 minutos: Fundada em 2014, a startup série C do setor de supply chain já captou US$ 126,4 milhões. Opera no México, Chile, Colômbia e Peru, onde realiza entregas em menos de 99 minutos.
  2. Karvi: Fundada em 2017, a startup série B do setor de mobilidade já captou US$ 27 milhões. Trata-se de um marketplace argentino que simplifica a compra de carros novos e usados, cobrando das concessionárias apenas quando uma venda é realizada.
  3. Frubana: Fundada em 2018, a foodtech colombiana série D já captou US$ 359 milhões. Utiliza algoritmos e dados para conectar agricultores e produtores diretamente ao mercado.
  4. Justo: Fundada em 2019, a foodtech série B já captou US$ 244 milhões. O delivery mexicano de supermercado realiza cerca de 500 mil entregas mensais.
  5. Klar: Operando desde 2019, a fintech série D já captou US$ 180 milhões. Fornece serviços de crédito aos usuários mexicanos.
  6. Xepelin: Fundada em 2019, a fintech série B já captou US$ 147 milhões. É uma plataforma chilena de serviços financeiros que facilita o acesso ao crédito e a gestão financeira.
  7. Tul: Fundada em 2020, a startup série B de real estate já captou US$ 205 milhões. O marketplace colombiano do setor de construção conecta pequenos varejistas de materiais a grandes fornecedores.
  8. Pomelo: Fundada em 2021, a fintech argentina série B já captou US$ 100 milhões. Tem uma infraestrutura de pagamentos que permite aos clientes lançar contas virtuais e emitir cartões pré-pagos e de crédito.

As top 100

Na lista ampliada, o Brasil segue como maioria: das 100 startups latino-americanas analisadas a partir de características como tamanho, modelo e potencial de negócio, e que têm o maior potencial de chegar a um valuation bilionário em capital fechado ao longo de 2024, 49 são brasileiras. Colômbia (15), México (14), Argentina (11) e Chile (11) vêm na sequência. Juntas, elas receberam pouco mais de US$ 8,3 bilhões em 386 rodadas de investimento.
O panorama reforça a resiliência, capacidade de adaptação e o potencial de crescimento das startups latino-americanas, mesmo diante de desafios econômicos globais. “A região tem grandes desafios sociais e econômicos e baixa maturidade tecnológica quando comparada a países desenvolvidos. O tamanho da oportunidade é enorme para empreendedores, fundos de investimento e empresas que buscam se digitalizar”, pontua Gierun.

Pismo: o novo unicórnio do Brasil

Em 2023, a startup brasileira - que integrou o top dez do Distrito no ano passado - ascendeu ao status de unicórnio após a Visa anunciar sua aquisição por US$ 1 bilhão. Este foi um dos maiores acordos de fusão e aquisição de fintechs do ano no mundo e deve possibilitar à Visa a oferta de suporte e conectividade para novos meios de pagamento, como é o caso do Pix no Brasil. Fundada em 2015, a fintech oferece uma plataforma de processamento para instituições financeiras e processa cerca de 50 bilhões de chamadas de API, lidando com um volume de transações na casa dos US$ 40 bilhões todos os anos.

E vem aí o GazzSummit

O GazzSummit Agro & Foodtechs é uma iniciativa pioneira do GazzConecta para debater o cenário de inovação em dois setores de grande relevância para o país. O evento será realizado nos dias 8 e 9 de maio de 2024 com o propósito de conectar e promover conhecimento para geração de novos negócios, discussão de problemas e desafios, além de propor soluções para o setor.
O GazzSummit promove a disseminação de tecnologias e práticas de inovação que possam levar a cadeira produtiva ainda mais longe. Uma super estrutura espera os participantes, que poderão conferir mais de 30 palestrantes e mais de 300 empresas. O evento vai reunir players importantes do ecossistema como grandes empresas, cooperativas, produtores, entidades públicas, startups e inovadores. Garanta já a sua inscrição no site.

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