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O ecossistema de inovação é feito, também, pela união da academia, setor privado, cidadãos e todas as partes interessadas e comprometidas com a promoção do desenvolvimento sustentável das comunidades urbanas por meio da implementação de iniciativas de cidades inteligentes. Crédito: Travel Scape / Freepik.

Cris Alessi

Cris Alessi

Cris Alessi é consultora de inovação e transformação digital, conselheira, palestrante, investidora-anjo e autora do livro "Gestão de Startups: desafios e oportunidades”.

Managing Smart City Governance

Estratégia, colaboração e tecnologia: as dicas da ONU para cidades inteligentes

11/12/2023 08:05
A ONU-Habitat e o CAF - Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe publicaram um documento muito legal sobre governança de cidades inteligentes, no qual apresentam recomendações sobre  práticas eficazes, inclusivas e sustentáveis ​​para as transformações digitais urbanas.
Apesar de focar no setor público, as boas práticas podem inspirar outros setores - até porque o ecossistema de inovação é feito também pela união da academia, setor privado, cidadãos e todas as partes interessadas e comprometidas com a promoção do desenvolvimento sustentável das comunidades urbanas por meio da implementação de iniciativas de cidades inteligentes.
No documento, um framework com os três pilares fundamentais que constituem a base da governança: estratégia, ecossistema colaborativo e tecnologia. Cada pilar é composto por múltiplas áreas temáticas que se desdobram em componentes estratégicos para a tomada de decisão.
No pilar da estratégia, estão as definições dos arranjos administrativos, legais, organizacionais e estratégicos que apoiam os processos de transformação digital. No pilar de ecossistema colaborativo, está a governança que orquestra as redes interessadas e envolvidas em iniciativas de cidades inteligentes. E, por fim, a tecnologia reflete os esforços de governança necessários para orientar o design e o fornecimento da infraestrutura digital e serviços digitais que sustentam as iniciativas.
A cultura da inovação e a educação empreendedora, legislação, estabelecer parcerias inovadoras, indicadores e monitoramento dos resultados são avaliados como práticas que trazem resultados concretos para as cidades, instituições e comunidades.
São muitos os exemplos de ações bem-sucedidas ao redor do mundo. Em Taipei (Taiwan), se estabeleceu uma rede de líderes municipais e especialistas da indústria para trocar ideias sobre como a inovação pode ser aplicada em diferentes áreas (como transportes e educação). Além de promover a cocriação de novas soluções, estes grupos de trabalho facilitaram a mudança cultural no governo municipal, incentivando que mais setores entendam o potencial de inovação.
Em Nova York (EUA), pela ausência de uma regulamentação nacional, a cidade publicou uma lei para regular e incentivar a utilização de padrões de dados dentro do município. Com isso, além de preservar os usuários, também estimula a criação de soluções pelo setor privado a partir de dados abertos.
Existem, também, exemplos brasileiros no documento. O “Climate Smart Cities Challenge” que foi realizado pela ONU-Habitat e pelo governo sueco, com o objeto de diminuir o impacto de carbono no meio ambiente é um deles. 45 equipes foram selecionadas e convidadas a coprojetar e testar seus projetos com os governos municipais de Curitiba (Brasil), Bogotá (Colômbia), Bristol (Reino Unido) e Makindye Ssabagabo (Uganda) - citada como exemplo de ecossistema colaborativo.
A publicação da “Carta Brasileira de Cidades Inteligentes” - escrita de forma colaborativa com o apoio da Agência de Cooperação Alemã GIZ, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), do Ministério das Comunicações (MCom) e outras 126 instituições - citada como exemplo de documento estratégico implementado pelos governos nacionais para exercer influência significativa na trajetória das cidades inteligentes.
E do Fórum Inova Cidades - iniciativa brasileira criada pela associação de prefeitos (Frente Nacional dos Prefeitos) - citado como exemplo de organização que desempenha um papel fundamental na assistência aos líderes na identificação de soluções coletivas para os desafios relacionados à inovação.
Tive a honra e oportunidade de participar dessas três iniciativas brasileiras indicadas pela ONU-Habitat como referência mundial e entender que, sem os pilares de estratégia e colaboração, a inovação fica apenas no discurso - e que é necessário implementar tecnologia para apoiar as ações desses pilares.
Para quem tiver interesse, o documento está disponível aqui.

E vem aí o GazzSummit

O GazzSummit Agro e Foodtechs é uma iniciativa pioneira do GazzConecta para debater o cenário de inovação em dois setores de grande relevância para o país. O evento será realizado nos dias 8 e 9 de maio de 2024 com o propósito de conectar e promover conhecimento para geração de novos negócios, discussão de problemas e desafios, além de propor soluções para o setor.
O GazzSummit promove a disseminação de tecnologias e práticas de inovação que possam levar a cadeira produtiva ainda mais longe. Uma super estrutura espera os participantes, que poderão conferir mais de 30 palestrantes e mais de 300 empresas. O evento vai reunir players importantes do ecossistema como grandes empresas, cooperativas, produtores, entidades públicas, startups e inovadores. Garanta já a sua inscrição no site.

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