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O secretário de inovação do Paraná, Marcelo Rangel, e a Head da Pinó, Andréa Sorgenfrei, no lançamento do GazzSummit. Crédito: Andressa Miretzki.

Conectividade

“Vamos fazer do Paraná o estado mais conectado do Brasil”, afirma secretário de inovação

Fernando Henrique de Oliveira
Fernando Henrique de Oliveira
20/11/2023 13:44
O secretário de inovação, modernização e transformação digital do Paraná, Marcelo Rangel, reforçou, no lançamento do GazzSummit Agro e Foodtechs, na última quinta-feira (16), o compromisso do governo do estado de tornar o Paraná o estado mais conectado do Brasil.
A prioridade, segundo Rangel, é a conectividade no campo. “A meta do governo é transformar o Paraná no primeiro estado com ultra conectividade rural do Brasil”, destacou em sua fala no evento.
Em entrevista prévia ao GazzConecta, o secretário de inovação justificou que a conectividade no agro se deve à importância do setor para o estado e para o Brasil, uma vez que o Paraná detém a maior produtividade por metro quadrado do país.
Para atingir este objetivo, o governo do estado, por meio da secretaria de inovação, criou um grupo de trabalho no início do ano, o Descomplica Telecom, que reúne pequenos e grandes players do mercado, para o projeto de estender a conectividade a áreas rurais do Paraná. “Não só para o campo, mas para todo o estado”, diz.
Nos próximos dias, segundo Rangel, deve ser anunciado o acordo que o governo estabeleceu com pequenas telecoms do Sul do país, que deram prioridade para o Paraná para a expansão do projeto de melhorar a conectividade já nos próximos meses. “Vamos ter avanços muito grandes no curto e médio prazos”, afirma.
Ainda segundo o secretário, um dos grandes players do mercado de telecoms do país também deve anunciar, em breve, o maior investimento estrutural para a conectividade rural do Brasil. “E isso vai acontecer no Paraná. Nós demos prioridade para a conectividade de internet no campo, porque sabemos que, hoje, podemos crescer em produtividade nos próximos anos, e temos quem possa fazer isso”, revela.
Em contrapartida, um projeto de lei deve ser proposto para garantir benefícios fiscais às empresas que investirem no projeto de levar internet para o campo. 
Para além das grandes áreas rurais do estado, um contrato com a Ligga Telecom, que pertence à Copel, companhia paranaense de energia, vai garantir internet para outras regiões do Paraná, como comunidades quilombolas e comunidades agrícolas localizadas, considerando pequenos e grandes produtores, de acordo com Rangel.

Descomplica Telecom

O Descomplica Paraná tem como pilar a democratização da acessibilidade tecnológica para todos os paranaenses. O programa reúne secretarias de governo e players do mercado de telecom para atingir o objetivo de levar a maior conectividade dentro do Paraná.
Para as regiões rurais, tanto o Sistema Ocepar, que representa as cooperativas do estado, quando a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) foram envolvidos na elaboração do programa, considerando a necessidade da conectividade do campo para aumento da produção agrícola do estado que também é destaque na compra e venda de equipamentos conectados. 

Mapeamento de regiões e o 5G

Segundo Rangel, regiões como as de Toledo, Cascavel e Ponta Grossa, que detêm grande capacidade produtiva, devem iniciar as ações do Descomplica Telecom. “A região de Londrina também deve ser beneficiada no curto prazo. Aliás, Londrina é pioneira no 5G para áreas rurais do país”, destaca.
“Embora o 5G tenha tido avanços no país, a tecnologia ainda é limitada a certas regiões. Temos uma perspectiva muito positiva para que a evolução do 5G aconteça para que a região de Londrina também colha os frutos do seu pioneirismo”, comenta.
O secretário de inovação, no entanto, reforça a necessidade de redes conectadas com 4G, especialmente por conta de equipamentos que têm como tecnologia principal a internet das coisas (IoT), isto é, a capacidade de se conectarem automaticamente à internet para o envio de informações para a nuvem.
Rangel cita como exemplo os robôs leiteiros que estão sendo implantados na região de Carambeí, na região Sul do Paraná, que utilizam IoT para a transmissão de dados. “Eles são máquinas que não precisam de conectividade 24h por dia, porque emitem sinais uma vez a cada dia, ou em períodos menores de tempo. Para isso, a tecnologia de transmissão pode ser mais simples, mas com resultados igualmente positivos”, explica.
Ele também destaca áreas mais distantes que concentram pequenos produtores rurais, especialmente aqueles que desenvolvem a agricultura familiar. “Esses produtores também precisam de internet para se comunicar, o que é uma necessidade fundamental hoje para que tenham melhor qualidade de vida”.
Para Rangel, o Paraná precisa falar a linguagem de todos para que a tecnologia traga resultados práticos. “Nós queremos que a internet ajude a aumentar a produtividade do pequeno e do grande produtores, para que ela gere mais riquezas para o estado e mais empregos. Se não fosse para isso, não estaríamos neste projeto. É um desafio, mas a gente vai conseguir a maior conectividade do país, nem que seja uma região por vez”, conclui.

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