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Os líderes das principais startups no Brasil são, em sua maioria, homens, administradores ou profissionais com alguma experiência em finanças.

100 Super CEOs

Pesquisa do Distrito detalha perfil dos principais líderes de startups brasileiras

GazzConecta
25/08/2022 17:53
Em expansão no país, o ecossistema de startups já tem suas particularidades, especialmente no que diz respeito aos líderes dessas empresas. De acordo com um levantamento da plataforma corporativa de inovação aberta Distrito, há uma concentração de fundadores de tecnologia na região Sudeste, além de uma universalidade de formações acadêmicas, idades e gênero.
Segundo o estudo, chamado de 100 Super CEOs, os líderes das principais startups no Brasil são em sua maioria homens, administradores ou profissionais com alguma experiência em finanças e com idade média de 39,5 anos. Para chegar à lista final, o Distrito considerou as empresas com maiores volumes de captação, número de funcionários, faturamento e acessos no site da empresa.
De olho no cenário inovativo, a pesquisa identificou uma enorme lacuna de gênero no ecossistema. Dos 100 CEOs analisados, apenas cinco são mulheres: Mariana Fullen (Ame Digital), Mariana Ramos Dias (Gupy), Mônica Hauck (Sólides), Talita Lacerda (Petlove&Co) e Priscila Siqueira (Gympass).
O dado é preocupante, tendo em vista a necessidade gritante de mais diversidade em empresas que lideram a nova economia e a relevância do tema para o desenvolvimento de negócios de diferentes portes. Segundo uma pesquisa da consultoria Mckinsey & Company, empresas com mais mulheres têm 55% de chance de obter resultados melhores em seus setores.
A concentração regional também chama a atenção. No Nordeste, por exemplo, apenas duas empresas fizeram parte da análise.
Em relação à formação acadêmica, o ecossistema de startups é generalista. A maioria dos CEOs é composta de engenheiros, administradores de empresas e cientistas da computação por formação, e quase metade dos líderes (47,7%) estudou em universidades públicas. Mais da metade dos líderes também têm pós-graduação. Os cursos mais procurados nesta especialização são administração (68%), economia (9,1%) e tecnologia (7,6%).
A experiência no setor financeiro ou de tecnologia da informação também é um imperativo entre os CEOs brasileiros de startups. Além destes, os segmentos de consultoria e varejo também concentram grande número de passagens de líderes. No currículos desses executivos, empresas como McKinsey, Boston Consulting Group, Goldman Sachs, BTG e JPMorgan são frequentemente citadas.
Apesar dos desafios de gênero, o universo das startups brasileiras tem se mostrado receptivo para outras frente de diversidade, como a étnica. Da amostra geral de 100 líderes, ao menos 10% são estrangeiros, segundo o Distrito. São CEOs argentinos, colombianos, alemães, americanos, chineses e franceses. Entre eles estão Sergio Furio, da Creditas, e David Vélez, CEO do Nubank.
“Os números indicam que há espaço para vários perfis de líder, desde os founders que assumiram cedo o desafio de seguir à frente dos seus negócios, até profissionais experientes do mercado”, afirma Gustavo Gierun, CEO do Distrito.

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