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Os fundadores e sócios da Nanica, Leonardo Macedo e Tito Barcellos, entre o investidor José Carlos Semenzato e o também sócio Tiago Abravanel. Crédito: Divulgação.

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Nanica: conheça a rede de franquias de banoffees que quer ser a maior doceria do Brasil

Maria Clara Dias
Maria Clara Dias
08/01/2024 16:49
O setor alimentício sempre encantou os curitibanos Leonardo Macedo e Tito Barcellos, ambos empreendedores experientes e com múltiplas tentativas empreendedoras no currículo. Leonardo já foi proprietário de um bar hamburgueria, em épocas nas quais estabelecimentos que conjugavam lazer e culinária faziam sucesso. O empreendimento, porém, não foi bem-sucedido.
Alguns anos e inúmeras tentativas depois, ele decidiu apostar novamente no empreendedorismo. Ao lado de seu sócio, fundou em 2018 a Nanica, uma loja especializada em banoffees, típica sobremesa inglesa. A torta de banana com chantilly caiu no gosto dos brasileiros desde então - muito em virtude da popularidade da própria Nanica. Atualmente, são 68 lojas que, juntas, faturam algo como R$ 40 milhões.

Sucesso meteórico

Ainda que tenha surgido em terras paranaenses, a ideia da Nanica só ganhou forma longe dali. A primeira loja, de apenas cinco metros quadrados, foi inaugurada em São Paulo, em 2018. A ida para a capital paulista partiu de um convite de dois contatos comerciais mais “aquecidos” dos dois empreendedores, explica Macedo. “Vimos ali uma oportunidade de mercado, uma terra de oportunidades”, diz.
O negócio não demorou muito a engrenar. No primeiro dia, venderam apenas oito fatias de uma produção de 80 tortas. Três anos depois, a rede já contava com 12 unidades nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, um plano que saiu do papel após a incursão no universo das franquias.
Em 2021, a Nanica ingressou no portfólio de investidas da SMZTO, holding de franquias fundada por José Carlos Semenzato, além de conquistar investidores e sócios de peso como o empresário Tiago Abravanel, também embaixador da marca.
“Franquear nossa marca era algo que nunca tinha passado pela nossa cabeça”, conta Macedo. “Nos primeiros dois anos, isso não era sequer uma opção, mas o ritmo acelerado de abertura de novas lojas e densidade em muitos estados chamou a atenção da SMZTO e nos mostrou que era possível crescer ainda mais”, diz.

O futuro da Nanica

Para o futuro, a ambição da marca com DNA curitibano pode ser resumida em uma única palavra: expansão. A Nanica encerrou o ano de 2023 com 68 lojas, entre unidades próprias e franqueadas, e espera ampliar ainda mais esse número em 2024. A chegada em novos estados também não é descartada. “Sem dúvida, vivemos uma fase muito boa do franchising. Podemos conhecer mais do nosso público e trazer novos modelos de negócios”, diz.
A expansão também se estende da porta para dentro. Em dezembro, a Nanica lançou um novo modelo de negócio, para além das lojas físicas de rua e quiosques em shopping centers. Trata-se de um quiosque-carrinho, que pode ser transportado e demanda um menor investimento inicial para novos franqueados. Também em dezembro, a rede lançou um sorvete em parceria com a sorveteria Los Los.
Para manter o ritmo de crescimento, Macedo reconhece que a Nanica deve inovar. O desafio, segundo o empreendedor, está em criar variações de cardápio e modelos de negócio que se adequem a necessidades específicas de cada região do país e, posteriormente, replicar essas regionalidades em toda a rede.
O Nanica, nas grandes metrópoles, é um 'comfort food', mas com características de fast-food. Em grandes cidades, o 'grab and go' representa boa parte do faturamento, além do delivery. Mas nas cidades menores, o presencial ainda vale muito, pois ir a uma loja da Nanica vira uma experiência. Reconhecer essas particularidades é essencial para o nosso sucesso
, afirma o fundador.
Para o empreendedor, o mercado de docerias representa uma oportunidade infinita. “Vemos o mercado do doce como um universo infinito. Junto ao nosso potencial de crescimento, também nos vemos como uma 'love brand', uma marca capaz de criar um estilo de vida completo que inspire - e isso é algo que só o doce pode proporcionar”, diz.
Ao final do dia, esse e outros esforços da Nanica traduzem o desejo da rede em ser reconhecida para além das banoffees. “Queremos ser a maior rede de docerias do país. Continuamos com esse plano ambicioso”, diz. Na mira da Nanica está um faturamento de R$ 100 milhões nos próximos dois anos.

Vocação empreendedora

Além de sócio da Nanica, Macedo é também mentor de empreendedores e consultor de negócios, especialmente nos setores de alimentação e gastronomia. Atualmente, é palestrante e porta-voz em temas como empreendedorismo e gestão de franquias e participa de clubes dedicados ao fomento ao empreendedorismo e comunidade empresarial, como o Masterboard. “Trago à tona os percalços que encarei, mas brinco que sou porta-voz do DRE (sigla para demonstrativo de resultados)”, brinca.
Segundo Macedo, a principal dica para empreendedores novatos é se atentar aos pequenos detalhes. “Quanto mais você conhecer o seu nicho e seu negócio, em seus mínimos detalhes, maior sua chance de sucesso. É importante também estar atento a tendências, principalmente em negócios de gastronomia”, diz.
Ele também afirma que as redes de networking têm um valor gigantesco para empreendedores em diferentes estágios. “Quando nascemos para ser empreendedores, isso continua aparecendo, e não tem jeito. Mas ainda assim é preciso aprender com quem já pavimentou esse caminho”, diz. “Nada melhor para um empreendedor sentir que está passando por algo que já foi enfrentado por outra pessoa e que conseguiu solucionar".
E vem aí o GazzSummit
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