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Ter muitos dados é ótimo para tomarmos decisões de negócios, se realmente soubermos o que fazer com eles.

Allan Costa

Allan Costa

Allan Costa é empreendedor, investidor-anjo, mentor, escritor, motociclista e palestrante em dois TEDx e em mais de 100 eventos por ano. Co-fundador do AAA Inovação, da Curitiba Angels e Diretor de Inovação da ISH Tecnologia. Mestre pela FGV e pela Lancaster University (UK), e AMP pela Harvard Business School.

Análise de dados

Se dados são o novo petróleo, saber interpretá-los é fundamental

11/07/2023 18:05
Com certeza você já ouviu a frase “dados são o novo petróleo”. Ela ficou bem conhecida no mundo dos negócios conforme as empresas foram migrando boa parte das suas atividades para o digital, o que aumentou exponencialmente o número de dados gerados todos os dias.
Ter mais dados é benéfico para, literalmente, todas as áreas de uma empresa, seja vendas, produtos ou RH. Conforme temos cada vez mais avanços de empresas para a nuvem e para o mobile, mais e mais pontos de contato são criados e, por consequência, mais dados.
Essa é uma tendência inexorável. E é mais real ainda se pensarmos que muitas empresas ainda não migraram boa parte de sua infraestrutura para a nuvem ou que bilhões de pessoas ainda estão fora da internet. Além disso, outras tendências irão aumentar ainda mais o número de dados circulando entre nós, como a inteligência artificial sendo capaz de gerar outputs de forma muito mais rápida e a Internet das Coisas fazendo com que coisas que hoje não produzem dados se tornem uma fonte muito valiosa de informação.
Contudo, como tudo na vida, essa explosão de dados tem seu preço.
Ter muitos dados é ótimo para tomarmos decisões de negócios, se realmente soubermos o que fazer com eles. Não adianta ter a melhor tecnologia do mundo para aquisição e manutenção de informações se você ou sua equipe não sabem como interpretar tudo aquilo ou, ainda pior, não sabem quais ações tomar a partir daquela interpretação.
Faço aqui uma analogia com a própria internet.
Temos hoje acesso a basicamente qualquer informação que a gente queira. Se, há algumas décadas, era preciso ir até bibliotecas ou consultar a Barsa (lembra dela?), hoje precisamos apenas ter o trabalho de digitar algumas palavras e, dependendo do nível de complexidade daquilo que buscamos, precisaremos de alguns poucos segundos ou horas para chegar aonde queremos.
Mesmo assim, com todo esse poder na mão, eu diria que muita gente ainda não sabe o que fazer com ele. Em alguns casos, preferem usar uma ferramenta extremamente poderosa para consumir apenas futilidades o dia inteiro.
No mundo dos negócios pode acontecer algo parecido. Muitas vezes, o volume de dados é tanto que, ao invés de nos trazer clareza, pode nos trazer confusão, chegando a causar a famosa "paralisia por análise", que ocorre quando ficamos perdidos em montanhas de informações sem significado que não nos ajudam a tomar melhores decisões e, ao contrário, nos confundem. Conseguir dados e informações não é mais o principal desafio.
Separar o que é sinal do que é ruído e o que fazer com aqueles dados é, sim, a principal dificuldade.
Uma armadilha na qual muitos gestores caem com frequência é pensar que "faltam dados". Sim, dados nunca são demais. Contudo, antes de buscar adicionar mais fontes de informações para sua empresa, é preciso saber primeiro se os dados existentes são confiáveis, se estão sendo bem geridos, filtrados e se transformando em ação. Se isso não está acontecendo, adicionar mais dados pode ser uma armadilha, trazendo ainda mais confusão a um processo que ainda não está devidamente otimizado.

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