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3 lições das Cartas de Jeff Bezos

Allan Costa

Allan Costa

Allan Costa é empreendedor, investidor-anjo, mentor, escritor, motociclista e palestrante em dois TEDx e em mais de 100 eventos por ano. Co-fundador do AAA Inovação, da Curitiba Angels e Diretor de Inovação da ISH Tecnologia. Mestre pela FGV e pela Lancaster University (UK), e AMP pela Harvard Business School.

Aprendizados

3 lições das Cartas de Jeff Bezos

25/10/2022 18:39
Desde 1997, Jeff Bezos, fundador e ex-CEO da Amazon, envia uma carta anual aos acionistas da empresa, contando os principais resultados do ano e os próximos passos da empresa. A Amazon é hoje uma empresa avaliada em trilhões de dólares e foi a responsável por criar ou consolidar diversos mercados: e-commerce, cloud, video streaming, e muitos outros.
As cartas de Jeff Bezos trazem diversas lições poderosas sobre estratégia, visão de longo prazo, e mais. Escreverei aqui sobre algumas das principais lições, na minha opinião:
1) Visão de longo prazo faz toda a diferença
Todo mundo gosta de falar sobre longo prazo, mas pouca gente realmente tem o necessário para passar anos focando nele sem perder o foco.
Segundo Bezos: “Acreditamos que uma medida fundamental do nosso sucesso será o valor que criarmos para os acionistas no longo prazo. Esse valor será um resultado direto da nossa capacidade de ampliar e consolidar nossa atual posição de liderança de mercado”.
Algumas vezes, ações de curto prazo são necessárias, sem dúvidas. Contudo, elas devem ser a exceção. O foco no longo prazo deve ser o principal driver de qualquer empresa.
2) Timing é fundamental
Esta é uma variável que poucos gestores e fundadores falam sobre, mas que faz muita diferença.
Bezos decidiu começar a Amazon quando viu o crescimento exponencial daquela nova “coisa” chamada internet. O fato de estar no início da ascensão da internet fez muita diferença para o crescimento da Amazon e o próprio Bezos admitiu este fato: “A atual experiência de compras on-line é a pior que já foi feita daqui para frente. Hoje é bom o suficiente para atrair 17 milhões de clientes, mas ficará muito melhor. (...) é ótimo participar do que é um mercado global multibilionário, no qual somos muito, muito pequenos. Somos duplamente abençoados. Temos uma oportunidade irrestrita do tamanho do mercado em uma área em que a tecnologia básica subjacente que empregamos melhora todos os dias. Isso não é normal.”
3) Risco e Inovação andam juntos
A Amazon é conhecida por erros que custaram centenas de milhões e até bilhões de dólares, como o smartphone da empresa, o Fire, uma das falhas mais retumbantes da empresa sob a direção de Bezos.
Converso com diversos gestores que querem que suas empresas sejam mais inovadoras, mas que fogem do risco como o diabo foge da cruz. Não estou defendendo aqui jogar tudo para cima e mudar o modelo de negócio de uma hora para outra. Ou investir milhões de dólares como a Amazon (ela tem caixa o suficiente para fazer isso). O fato é: não existe inovação sem risco. Boa parte das suas ideias de inovação irão falhar. E isso é apenas a regra do jogo. O quanto antes você se acostumar melhor.
Segundo Bezos: “Contabilizei fracassos na Amazon.com na ordem dos bilhões de dólares. Literalmente bilhões de dólares. Quem se lembra da Pets.com ou da Kosmo.com? Foi como fazer um tratamento de canal sem anestesia. E não é nada divertido. Mas também pouco importa”.

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