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A EQI Investimentos começou suas atividades em 2014 e, hoje, conta com 980 funcionários e 70 mil clientes. Crédito: Divulgação.

Rafael Mendes

Rafael Mendes

Rafael Mendes é CEO da RP Trader.

Jornada de sucesso

Não acreditar em verdades absolutas é uma das estratégias de sucesso de Juliano Custodio, CEO da EQI Investimentos.

08/12/2023 14:17
O nosso entrevistado de hoje é o Juliano Custódio, da EQI Investimentos. Este é o terceiro empreendimento de Juliano. A EQI Investimentos começou suas atividades em 2014 e, hoje, conta com 980 funcionários e 70 mil clientes em 13 cidades do Brasil, com escritórios próprios. Em outras 11 cidades, conta com escritórios de representantes da empresa. Na corretora, são 26 bilhões sob custódia e com intermediações de operações, e, na asset, mais 5 bilhões em que faz a gestão de operações.
A origem de Juliano influenciou bastante, segundo ele, no que ele se tornou atualmente. Para ele, que nasceu em uma família de classe média, sua sorte foi o investimento de seu pai em sua educação como meio de prosperar e crescer na vida. Isso se dá com a busca por assumir responsabilidades sobre seu futuro e o que gostaria de realizar em sua vida.
Além disso, ele também afirma que aprendeu a não acreditar em verdades absolutas, contra as quais se coloca e age para alcançar seus objetivos. Esse questionamento foi o que levou Juliano a construir sua empresa e fazê-la crescer. Em seus estudos, ele diz que aprendeu inicialmente, em seu curso de engenharia, a estudar e fazer o que precisava ser feito para chegar aonde chegou. Não apenas estudar o que lhe foi colocado, mas, para além disso, estudar “por fora”, valorizando cada passo e cada aprendizado que, para ele, foram o que o trouxe a suas conquistas.
Sobre a grande virada de chave para o sucesso de sua empresa, Custódio cita algumas, não apenas uma.
A primeira grande virada foi a tomada de consciência sobre as mudanças de mercado em relação à assessoria de investimentos, por permitir o atendimento de maneira mais ampla ao mercado. Essas mudanças de normativas e leis, para ele, sempre geram grande oportunidades de negócio.
A segunda grande mudança foi acreditar no marketing digital como ferramenta para atrair e atender clientes, o que auxiliou no crescimento da empresa. Isso se relaciona com a abertura do mercado de renda fixa, com margens de lucro menores, o que também gerou a necessidade de conquistar um número maior de clientes, inclusive em outras localidades, algo que se tornou muito mais fácil por meio da divulgação e captação de clientes pela internet.
Por fim, o que Juliano considera a sua última grande virada de chave veio com o crescimento e necessidade de mais colaboradores. Em sua cidade, havia poucos profissionais capacitados para realizar o trabalho que a EQI oferece. Então, ele percebeu a importância de investir em treinamento como solução mais adequada, uma vez que a empresa não tinha condições de pagar o que outras empresas estavam pagando a profissionais já formados na área. Esse investimento na formação de um time próprio, apesar de demandar mais tempo, traz resultados muito mais consistentes segundo o empresário.
Quando perguntado a respeito do caminho para o seu sucesso como empreendedor, apesar das dificuldades, Juliano reflete sobre a visão que se tem geralmente sobre os empresários: sempre bem-vestidos, motivados. Ele pensa que, na verdade, empresários de sucesso são pessoas comuns com grandes objetivos.
Nesse sentido, a busca pela construção de um legado de longo prazo, ou seja, o esforço de todos pensando em conquistas maiores é o grande segredo. O caminho para isso é o investimento não apenas financeiro, mas de tempo para repetir ações até alcançar bons resultados, como, por exemplo, o tempo que ele investiu para treinar sua equipe.
Um ponto muito interessante que Juliano cita é a valorização de mudanças realmente grandes e valiosas, que vão além de bens materiais. Isso só é possível começando pelo suprimento de necessidades básicas das pessoas, depois pela cobrança de uma busca maior, de um propósito estabelecido. Por isso, para o empresário, vale muito mais esperar para alcançar realizações duráveis do que a busca por uma satisfação momentânea, apenas baseada no ganho financeiro.
A prova de que ele vive essa visão que prega é o fato de que ele demorou para, por exemplo, comprar um imóvel mais caro, viajar para o exterior. Isso porque ele valoriza, primeiro, o crescimento de sua empresa, e não quer se tornar um peso para ela por querer usufruir antes do momento que considera ideal para isso.
Em relação aos seus clientes, ele cita como parte do seu sucesso a importância da padronização de processos da empresa, visando a melhor qualidade do serviço oferecido, o que, obviamente, trará resultados positivos e clientes que permanecerão por terem suas necessidades atendidas com excelência.
Sobre a construção de uma marca profissional forte, o empresário afirma que o dinheiro e o investimento financeiro são capazes de iniciar um caminho próspero, mas isso, por si só, não sustenta uma marca. O que, na verdade, traz consistência é ser honesto sobre o que é possível a marca entregar para seus clientes.
Essa honestidade constrói uma relação de confiança dos clientes, que é, inclusive, o que gerará o marketing mais positivo, o de indicação. Clientes satisfeitos indicam uma marca e isso leva à construção de um nome, de fato, forte no mercado. Esse olhar de transparência é o que tem levado ao crescimento da EQI, que busca sempre ser verdadeira com seus clientes para superar as suas expectativas, mas nunca os decepcionar.
Como uma mensagem final aos leitores desta coluna, Juliano elenca algumas atitudes importantes para empreendedores a partir sua experiência.
A primeira é: se você não veio de uma família rica e usa isso como desculpa para não crescer, seu papel é transformar sua realidade para dar ao mundo uma nova família rica.
A segunda é: resista às tentações de gastar mais do que você deve, não dê passos maiores do que suas pernas. Seu gasto pessoal deve crescer muito mais devagar do que o faturamento da sua empresa. Do contrário, você será um CEO caro, o que prejudicará o crescimento do seu negócio.
Por fim, uma terceira dica é: ao empreender, permita-se errar, mas erre pequeno. Juliano conta que, antes da EQI, ele falhou duas vezes. A partir desses erros, ele entendeu que precisava fazer pequenos testes, cometer pequenos erros, sem arriscar demais, controlando o impacto desses erros para ser capaz de continuar a empreender até alcançar o sucesso.

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