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A interoperabilidade entre os sistemas de informação em saúde permite que dados sejam compartilhados de forma a promover a prestação de cuidados mais eficiente, uma pesquisa médica mais robusta e a tomada de decisão clínica mais informada. Crédito: National Cancer Institute/Unsplash.

Jefferson Vachowicz

Jefferson Vachowicz é gerente de sistemas de saúde no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) e professor de Tecnologia da Informação em Saúde no curso de especialização em Gestão Hospitalar na Escola de Negócios da PUCPR.

Eficiência em saúde

Interoperabilidade entre sistemas de informação na saúde

13/06/2024 20:22
A quantidade de dados gerados globalmente está em constante crescimento. A cada dia, o mundo testemunha a produção massiva de 3,5 quintilhões de bytes de dados, e o setor da saúde não foge a essa tendência. Com uma infinidade de sistemas de gestão, análises clínicas, dispositivos médicos e outros itens conectados, o volume de informações destinadas a aprimorar o tratamento de pacientes só aumenta.
Apesar dessa avalanche de dados, uma parcela significativa deles não é aproveitada adequadamente. Estimativas sugerem que muitas dessas informações não são submetidas a análises precisas ou preditivas que poderiam gerar insights valiosos. Um dos principais obstáculos que contribui para essa subutilização é a falta de integração entre os diversos sistemas de informação na área de saúde.
A interoperabilidade entre sistemas tem sido discutida no âmbito da saúde há mais de uma década. Durante esse período, houve avanços significativos no desenvolvimento de padrões para a troca de informações. Entre os principais padrões utilizados nesse contexto, destacam-se o HL7, o FHIR e o padrão brasileiro de interoperabilidade em saúde, o SBIS-SISS.
O HL7 (Health Level Seven) é um conjunto de padrões internacionais amplamente reconhecido para a troca, integração, compartilhamento e recuperação de informações de saúde eletrônicas. Ele fornece uma estrutura robusta para a comunicação entre sistemas de informação, permitindo que softwares e dispositivos possam interagir de forma eficiente e consistente.
O FHIR (Fast Healthcare Interoperability Resources), por sua vez, é uma especificação mais recente e inovadora desenvolvida pelo HL7. Ele se destaca por sua abordagem modular e baseada em recursos, que o torna mais flexível e adaptável às necessidades específicas dos sistemas de informação em saúde. O FHIR tem ganhado aceitação e adoção em todo o mundo devido à sua capacidade de facilitar a interoperabilidade de maneira mais ágil e eficaz.
No contexto brasileiro, o Sistema de Informação em Saúde Suplementar (SISS) é um exemplo de iniciativa que visa promover a interoperabilidade entre os diversos sistemas de informação em saúde do país. Desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o SISS baseia-se em padrões técnicos e semânticos estabelecidos pelo Comitê Gestor da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde), garantindo assim a compatibilidade e a integração entre os sistemas de informação em saúde no Brasil.
Esses padrões desempenham um papel fundamental na facilitação da troca de informações entre os diferentes sistemas, mas sua efetiva implementação nas fontes geradoras e de armazenamento de dados ainda não se tornou uma realidade.
Há desafios a serem superados na implementação e adoção plena dos padrões, que envolvem questões relacionadas à harmonização de terminologias, segurança da informação e governança dos dados em saúde.
Diante desse cenário, é crucial que sejam feitos esforços contínuos para promover a interoperabilidade entre os sistemas de informação em saúde, possibilitando que os dados fluam livremente e de forma segura entre diferentes plataformas e sistemas, contribuindo para uma prestação de cuidados mais eficiente, uma pesquisa médica mais robusta e uma tomada de decisão clínica mais informada.

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