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Muita arte, conhecimento e criatividade.

Camilla Viana*

Inovação

Transformação digital, design e histórias de sucesso marcaram o Rec’n’play

29/11/2022 20:08
Conhecido como o “Carnaval do Conhecimento”, o Rec’n’Play é um dos maiores festivais de inovação do país e, não à toa, conta com uma extensa programação espalhada em diferentes formatos ao longo de quatro dias. São tantas temáticas e atores do ecossistema de inovação brasileiro que conseguimos entender e apreciar as 96 horas de conteúdos imperdíveis. Nesta edição, a CESAR School foi uma das patrocinadoras do evento, trazendo para a programação trilhas e painéis que conversavam com os 4 principais eixos temáticos definidos para o festival: Tech, Cidades Inteligentes, Economia Criativa e Empreendedorismo.
Nas mais de 700 atividades, os participantes puderam vislumbrar todas as tendências e movimentos do cenário brasileiro e se conectar à experiência do ambiente de inovação do parque tecnológico do Recife.
Dentro da área tecnológica, diversos desdobramentos foram explorados, como o movimento EduTech, com o debate sobre cases do mercado, cenário, desafios e tendências da educação no Brasil. Muito se falou, ainda, sobre as tecnologias emergentes que se desenvolvem mais rápido do que a velocidade que as pessoas se formam, por isso que não existem cursos para as tecnologias que estão no mercado hoje.
A vertical de GovTech também causou um grande burburinho, trazendo uma apresentação da Lei do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, além de discussões sobre experiências digitais no governo e políticas públicas de inovação. Dentro do movimento GovTech, a atividade "GOV in Play" foi destaque, explorando a pauta do impacto da inteligência artificial no governo.
O festival escancarou, mais ainda, a necessidade de todos os setores da economia e da sociedade embarcarem em uma jornada de transformação digital. É certo que há de se pensar em digitalização e tecnologia em todos os processos e projetos desenvolvidos pelas organizações, pelo poder público e pelas pessoas.
Outra grande marca do Rec’n’Play foram as histórias, dentre elas, as jornadas de personalidades nordestinas como Ademara, influenciadora digital que protagonizará a próxima série da Netflix; Marcone Ribeiro, empreendedor social e secretário de juventude do Recife; e Pedro Lins, editor e jornalista da Globo.
No painel ‘CESAR Talks’, os três nomes compartilharam suas histórias de superação, determinação e sucesso, alcançando voos cada vez mais altos em suas carreiras, principalmente por meio da educação. Os palestrantes deixaram uma mensagem para o público: devemos utilizar nossas plataformas e conquistas para dar voz aqueles que precisam.
Além de histórias, o festival foi repleto de aprendizagem e mão na massa. As trilhas exploraram diferentes tecnologias em formatos dinâmicos como masterclasses, oficinas e debates ao ar livre. Quem esteve pelo festival pôde aprender, gratuitamente, sobre programação, prototipação com a plataforma Arduino e Web 3.0. Este último tema, inclusive, foi discutido em um clima dinâmico e descontraído em uma estrutura aberta montada no meio de uma rua muito conhecida pelos pernambucanos.
E por falar em espaços pernambucanos, o festival trouxe um novo olhar para o turismo na cidade. A ação “Bora Pernambucar” ofereceu aos participantes a experiência imersiva por meio de óculos de realidade virtual, fazendo com que vislumbrassem diferentes pontos turísticos de Pernambuco. Essa ação se juntou a muitas outras que deram grande destaque à experiências 3D, em realidade virtual e aumentada, em sinergia com as conversas também trazidas sobre o metaverso, por exemplo.
Olhando para as principais tendências do futuro, o Design e todos os seus inúmeros desdobramentos, foi uma das protagonistas das conversas do festival. Design de Conteúdo, UX Design, UX Research, Organizações Design-Driven e Design Decolonial foram apenas algumas das pautas trazidas nos painéis, com públicos engajados e dispostos a participar das conversas sobre essa área promissora no mercado de trabalho.
Além das trilhas, os 40 mil participantes do Rec’n’play também encontraram muita cultura. A intervenção artística “Computadores fazem arte”, em total sintonia com o tema “Movimento Manguebit”, atraiu a atenção dos que passavam por ali e provocou o público a criar e interferir em imagens com intermédio da tecnologia por meio do toque da alfaia, instrumento clássico do Maracatu.
Fora dos prédios, o show continuava - grandes nomes como Otto, Mundo Livre S.A., Don L e Mundo Bita, reforçando a ideia de que o Rec’n’Play atende a todos os públicos, subiram ao palco montado na Praça do Arsenal e animaram os participantes, deixando um gosto de “até o ano que vem”.
Foram quatro dias de conteúdos cuidadosamente curados que trouxeram para os participantes uma ótima notícia: não é preciso sair do Brasil - ou do nordeste, para imergir em inovação! Assim, o festival se encerra da forma que o pernambucano - e o brasileiro, mais gosta: com muita arte, conhecimento e criatividade.
*Camilla Viana, Content Analyst do CESAR

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