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A inovação está nos encontros

André Pegorer*

Modelos de trabalho pós-pandemia

Coworking: a inovação está nos encontros

07/10/2022 21:00
Números recentes do mercado imobiliário global vem demonstrando um crescimento consistente do segmento de escritórios flexíveis nos último meses. Em relatório publicado em dezembro de 2021, a área de pesquisa da JLL, consultoria imobiliária com presença global, identificou que 41% dos maiores ocupantes de escritórios do mundo manifestavam a intensão de ampliar o uso de ambientes de coworking em suas estratégias de espaços de trabalho após o período mais crítico da pandemia.
O indicativo vem em linha com a manifestação de interesse de profissionais por modelos de trabalho que se adequem à uma nova realidade. Em maio de 2022, a FGV-SP divulgou os resultados do estudo “Modelos de trabalho pós-pandemia”, realizado em parceria com o PageGroup e a PwC Brasil. O estudo, após ouvir quase mil executivos e colaboradores de empresas de diferentes segmentos, apontou que 71% dos profissionais tem expectativas de modelos mais flexíveis de trabalho.
A nova realidade da organização do trabalho trouxe oportunidades e desafios para empresas e profissionais. É fato que, quando foi necessário adotar políticas de isolamento social como medida de enfrentamento à pandemia da Covid-19 e proteção sanitária coletiva, modelos de trabalho remoto foram rapidamente implantados. Também é fato que o modelo totalmente remoto já apresenta sinais de estafa e impactos, inclusive, na saúde mental de trabalhadores.
A construção de modelos híbridos, que contemplem flexibilidade entre trabalho presencial e remoto, imergiu com força nesse contexto. O tema não é novo, mas antes da pandemia havia profunda resistência na cultura corporativa para que o formato fosse de fato implantado. Agora, uma vez experimentado, diferentes formatos de trabalho híbrido rapidamente se tornaram uma realidade.
Os escritórios flexíveis passaram a ocupar lugar central na estratégia das empresas. O segmento de coworking, originalmente conhecido como solução de redução de custos e espaço para empresas nascentes, agora vê crescer exponencialmente a presença de grandes corporações em seus ambientes.
Entre os fatores indicados por gestores ao alocar seus times em ambientes de coworking, a busca pela inovação está no topo da lista. A crença de que as equipes são absolutamente capazes de trabalhar à distância ainda não supera a realidade de que o encontro é um pressuposto para a inovação. Encontrar o equilíbrio entre o remoto e o presencial, garantindo bem estar aos colaboradores e potencializando a faísca que emerge da interação é o desafio da vez.
*André Pegorer é fundador do Nex Coworking.

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