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Talvez você não saiba, mas muitos atletas profissionais do futebol investem pesado em e-sports, ou seja, esportes eletrônicos.

Daniel Coelho

Daniel Coelho

Daniel Coelho, é empresário em live marketing, especialista em marketing, founder institute graduate, CEO e fundador da Rage Quit Academy, a primeira Game School do país, e joga desde o Atari 2600. https://ragequit.academy/

E-Sports

Jogador só nasceu para jogar futebol?

19/12/2022 15:20
A Copa do Mundo FIFA, o maior evento de uma única modalidade esportiva do planeta, chegou ao fim. Agora, os atletas voltam as suas atenções única e exclusivamente para os jogos de seus clubes, boa parte deles na Europa, em especial na Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha. Engano seu.
Talvez você não saiba, mas muitos atletas profissionais do futebol investem pesado em e-sports, ou seja, esportes eletrônicos. Alguns nomes como os brasileiros Casemiro e Paquetá, Virgil Van Dijk dos Países Baixos, o galês Gareth Bale e o belga Thibaut Courtois são apenas alguns exemplos, sendo que, em alguns casos, ocupam, inclusive, a cadeira de CEO dos times digitais.
Motivos existem, afinal, os e-sports crescem vertiginosamente no planeta e recompensam muito bem.
A etapa final do campeonato mundial de Fortnite já paga mais do que Wimbledon, o tradicional torneio de tênis disputado nas gramas britânicas. O jogo Dota distribuiu cerca de US$ 40 milhões em prêmios na edição 2021 da sua mais famosa etapa, o The International. Isso equivale quase à 10% da premiação de US$ 440 milhões que a FIFA dará para as 32 seleções que estiveram no Catar. Considerando que o evento é anual e não realizado de quatro em quatro anos, dá para ter uma dimensão destes valores.
Inclusive o time Tundra, do qual o zagueiro holandês Van Dijk é sócio, foi o vencedor do The International 2022, levando para casa US$ 8,4 milhões, valor muito próximo aos US$ 9 milhões que as 16 seleções que não se classificaram para as fases eliminatórias da Copa do Mundo irão receber da FIFA.
De onde vem tanto dinheiro? O principal motivo é a audiência que, além de conectada com consumidores jovens, que possuem um LTV (valor vitalício de um cliente) muito maior, também não para de crescer. Estudos apontam, por exemplo, que a audiência gerada pelos campeonatos eletrônicos ultrapassará as etapas da Fórmula 1 e os jogos da Champions League já no ano que vem, em 2023, por exemplo.
Talvez seu filho ou sua sobrinha não brilhem no futebol. Mas não torça o nariz se ele ou ela decidirem seguir uma carreira como jogador profissional de e-sports. As oportunidades de sucesso existem e não vão parar de crescer.

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Imagine a possibilidade de criar vídeos realistas com ferramentas de inteligência artificial, como o Sora. Você teria interesse em utilizar uma ferramenta como essa no futuro?

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