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Startups brasileiras recebem US$ 484 milhões em julho

Venture capital

Em julho, startups brasileiras captaram US$ 484 milhões em investimentos

Maria Clara Dias, especial para o GazzConecta
02/08/2021 12:00
As startups do Brasil captaram, em julho deste ano, cerca de US$ 484,4 milhões, mostra o mais recente levantamento “Inside Venture Capital” elaborado pelo Distrito e divulgado nesta segunda-feira (02).
O valor é bem inferior ao captado no mês de junho, quando as pequenas empresas tecnológicas do país receberam US$ 2 bilhões. No entanto, o mercado de venture capital no Brasil segue em curva ascendente, e as projeções do Distrito apostam na quebra de recordes -- em volume recebido e em número de rodadas -- até o final de 2021.
Parte desse otimismo pode ser justificada pelos últimos números envolvendo os investimentos privados no país. Apenas nos primeiros seis meses do ano, as startups brasileiras captaram mais de 40% de todo o volume recebido em 2020. De janeiro a junho, foram 5,2 bilhões de dólares recebidos por esses negócios, frente aos 3,5 bilhões de reais captados nos ano passado.
Os primeiros sete meses do ano também serviram para reafirmar o protagonismo das fintechs entre as demais startups. Apesar de terem perdido o primeiro lugar entre os setores com maior volume de investimentos recebidos, as startups financeiras têm o maior número de rodadas (14) e também concentram os aportes mais relevantes do mês.
O primeiro lugar da lista dos setores mais aquecidos do mês foi ocupado pelas retailtechs, startups com soluções para o varejo, que captaram US$ 191,6 milhões, frente aos US$ 174,8 milhões recebidos pelas startups de finanças. Em seguida estão as healthtechs, com US$ 33,1 milhões; as edtechs, com US$ 13,8 milhões e as martechs, com US$ 2,6 milhões.
O principal aporte do mês foi o da Daki, startup de delivery. A empresa recebeu um investimento de US$ 170 milhões de grandes fundos como Tiger Global e Kaszek Ventures.
A rodada com a startup brasileira também sinaliza um aquecimento acelerado das retailtechs e uma possível tendência de procura por fundos ainda não tão presentes no país, segundo Gustavo Geriun, cofundador do Distrito. “Vemos no aporte da Daki a chegada de fundos ainda não tão próximos do mercado brasileiro, como o Activant e Greycroft, por exemplo. Isso pode ser o início”, afirmou.
O relatório também destacou os aportes recebidos pela fintech Blu, pela empresa de gestão de frotas Cobli e pela proptech EmCasa.
Em outra frente, o relatório também analisou a incidência de fusões e aquisições entre startups no último mês. Segundo o levantamento, foram 18 operações, as mais relevantes delas, segundo o Distrito, foram as duas aquisições envolvendo a fintech Creditas. Apenas em julho, a empresa comprou a Minuto Seguros e a Volanty, como uma tentativa de se inserir em um mercado em que ainda não atuava (seguros) e também de reforçar sua atuação em uma nova vertical automotiva.

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