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Raphael Tristão, João Leão, Anna Rafaela e Felipe Zullino, quatro dos seis sócios da Archa.

Aportes

Projetando especificar R$ 1 bi em 2023, a Archa, plataforma de serviços para arquitetos, fecha pré-seed de R$ 2,5 milhões

Fernando Henrique de Oliveira, especial para o GazzConecta
14/07/2023 11:56
A Archa, plataforma de serviços para arquitetura e design de interiores, recentemente recebeu seu primeiro aporte, no total de R$ 2,5 milhões. O aporte pré-seed foi liderado pela ACE Ventures, de São Paulo, com a participação da paranaense TM3 Capital, por meio do Fundo Soberano do Espírito Santo (FUNSES) e dos CVCs capixabas da SOMA Urbanismo e Mocelin Ventures.
De acordo com Raphael Tristão, sócio-fundador e CEO da startup, o valor vai ajudar a acelerar novas tecnologias que facilitem a contratação de arquitetos e designers de interiores e a transparência na compra de produtos por meio do Archabox, um dos seus principais produtos.
Plataforma de especificação de produtos para interiores, o Archabox é um assistente inteligente que ajuda os arquitetos a  selecionar diferentes opções de objetos para os clientes finais, que também podem acessar o site e escolher os produtos que querem ver sem seus projetos. No entanto, a ferramenta não disponibiliza, ainda, a opção de compras pelo site. Mas isso pode mudar agora que a Archa recebeu o aporte milionário.
Atualmente, a plataforma soma 49 mil usuários nacionais, com 9 mil ativos mensais. Segundo Tristão, o objetivo dela é aumentar a produtividade do arquiteto na hora de escolher os produtos e facilitar na transparência com o cliente final. “Hoje somos, por exemplo, a plataforma oficial de especificação da CASACOR, permitindo que os arquitetos tenham acesso aos blocos 3D de todos os produtos expostos na mostra e já com sugestões de produtos similares de diversas categorias”, explica Tristão.
Agora, os planos envolvem a possibilidade de transacionar por meio da ferramenta. “O aporte veio para que pudéssemos ver possibilidades de efetuar compras dentro da plataforma, facilitando o acesso aos produtos que são especificados nela”, revela o CEO da Archa.

Consolidando o mercado de arquitetura

Fundada em 2017 por Tristão e sua sócia, Anna Rafaela, ambos capixabas, a Archa é uma prestadora de serviços para arquitetos e designers de interiores com o objetivo de consolidar este mercado em três frentes: profissionalização, contratação de arquitetos e a especificação de produtos por meio do Archabox.
Para atingir esse objetivo, o primeiro passo foi a criação da Archademy, uma aceleradora de escritórios de arquitetura com quatro unidades físicas no país: uma em Brasília, duas em São Paulo e uma em Curitiba. Por elas, já passaram mais de 400 escritórios que se beneficiaram de serviços diversos para alavancar seus negócios. A aceleradora também é ofertada de forma virtual para arquitetos de todo o Brasil.
Para garantir que projetos pudessem ser contratados por meio da empresa, a startup criou uma modalidade chamada Archathon. Como um hackathon, uma competição muito comum na área de tecnologia, um desafio é lançado aos arquitetos participantes e os melhores projetos são apresentados para o cliente para que ele escolha um deles para a execução. Mas a Archa propicia outras formas de visibilidade para arquitetos e designers a fim de auxiliar na contratação de projetos, especialmente para pequenos e médios escritórios.
“O mercado de arquitetura e design é muito pulverizado. Cerca de 90% dos escritórios têm menos de 7 pessoas. Por isso, o que a gente busca é ser uma ferramenta que consiga empoderar esses pequenos escritórios para que a gente aumente o número de contratação de arquitetos e designers de interiores no Brasil”, revela Tristão.
“Hoje, apenas de 8% a 10% das reformas vêm sendo feitas por profissionais de arquitetura e design. Então, o que a gente quer, com a Archa, é pelo menos dobrar este número nos próximos anos, auxiliando com nossa tecnologia pensada para este mercado”, completa.
Foi justamente por entender como o setor de arquitetura e decoração estava sendo atendido pela tecnologia que surgiu a ideia da Archa. “Fui ver como isso estava sendo feito lá fora e foi aí que conheci o conceito de market network, de criar redes de fornecedores e especificadores, e conectá-los por meio de uma plataforma tecnológica”, conta.
Dessa forma, além de buscar consolidar o mercado de arquitetura e decoração, a Archa também atua como uma plataforma de inteligência de mercado para a indústria deste segmento. “Este é o nosso modelo de negócio, gerar informações para a indústria e o varejo de modo que possam entender a performance dos seus produtos nacionalmente”, explica Tristão.
Neste sentido, o Archabox tem papel significativo para gerar dados importantes para o setor produtivo. Qual produto performa melhor em que tipo de projeto e em que região do país são algumas das informações possíveis de serem encontradas na plataforma que, em 2022, orçou R$ 640 milhões em produtos. “Neste ano, devemos bater o R$ 1 bilhão em especificações de produtos pela ferramenta”, conclui Tristão.

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