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16ª Pesquisa de Líderes Empresariais Brasileiros da PwC

Para CEOs brasileiros, maiores preocupações em 2020 são impostos e incerteza na economia

Aléxia Saraiva
03/03/2020 20:31
Pouco otimismo, incertezas na economia, peso dos impostos, excesso de regulamentação. Essas foram as principais preocupações relatadas por CEOs brasileiros para o ano de 2020. O dado faz parte das descobertas da 16ª Pesquisa de Líderes Empresariais Brasileiros, um recorte da 23ª Pesquisa Anual Global de CEOs realizada pela PwC.
Para o estudo, foram ouvidos 1.581 executivos de 83 países — incluindo o Brasil, com 64 CEOs entrevistados — entre setembro e outubro de 2019.
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Entre as ameaças listadas pelos executivos, estão, em primeiro lugar, estão o crescimento da economia e o peso dos impostos, com 50% cada categoria. Na sequência, eles citam ainda o cenário tributário incerto (48%), o excesso de regulamentação (47%) e a inadequação de infraestrutura básica (47%).
Mesmo com as inseguranças, o cenário previsto para o país é de otimismo: 78% dos líderes brasileiros dizem estar confiantes quanto ao crescimento de suas receitas — 22% muito confiantes e 56% um pouco confiantes. O resultado não acompanha o cenário mundial, que é de recorde de pessimismo: apenas 46% dos CEOs a nível global acreditam na melhora.
Última edição da pesquisa no Brasil mostra cenário otimista para 2020.
Última edição da pesquisa no Brasil mostra cenário otimista para 2020.

Qualificar pessoas é imperativo

Um dos dados mais significativos da pesquisa é com relação às upskills — a capacitação da força de trabalho fornecida pela própria empresa.
Para Carlos Peres, sócio da PwC Brasil e líder da região Sul, a automação e a digitalização dos serviços cada vez mais presente no cotidiano torna a qualificação dos profissionais imperativa. "O upskilling não é mais uma opção: é uma prioridade. E esse é um desafio no Brasil, mais do que os outros países, porque o modelo educacional não prepara as pessoas para as novas necessidades do mercado, o que dificulta diretamente na contratação".
Nesta categoria, a pesquisa separou as empresas em dois níveis: as que estão no início do processo de upskilling e as que já estão mais avançadas.
Por um lado, a maior dificuldade enfrentada pelas empresas avançadas no processo é a retenção dos funcionários já qualificados, com 18%. Para as que ainda estão começando, os maiores impasses são a motivação dos funcionários para a qualificação e a falta de recursos para iniciar os programas de upskilling, ambas com índice de 16%.
"Quanto mais demora a empresa pra entrar nesse processo mais ela demora pra colher frutos do operacional. É um processo em que é necessário subir os degraus aos poucos. Empresas que começaram tempos atrás já tão colhendo frutos. As que demoraram mais estão sofrendo mais, porque começam a perder competitividade", explica o executivo.
Entre as prioridades dos CEOs com relação às tecnologias, estão a privacidade e proteção de dados, inteligência artificial e rede 5G, as três com 16%, seguidas por segurança cibernética (14%), robótica (11%), Internet das Coisas (9%) e biotecnologia (9%).
Para mais detalhes, acesse a pesquisa global e os destaques do recorte brasileiro.

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