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Lucas Ribeiro e Marcelo Finger em entrevista ao podcast Papo Raiz.

Lucas Ribeiro e Marcelo Finger

Mitos por trás da inovação e transformação digital: como usar a favor do seu negócio?

Papo Raiz*
09/11/2022 18:24
Atualmente, o sucesso e crescimento de uma empresa dependem muito da maturidade digital que os empreendedores têm. Essa digitalização e transformação de um negócio ou instituição implicam em alguns desafios para que estes consigam se adaptar às novas demandas do mercado, além de serem suficientemente rentáveis.
No podcast Papo Raiz, o Fundador e CEO do Grupo ROIT, Lucas Ribeiro, e o gerente de desenvolvimento de novos negócios na ACE Cortex, Marcelo Finger, falaram sobre transformação digital em empresas dos mais diversos portes, além de dar alguns insights sobre inovação e como todos esses processos podem agregar valor a um negócio.
Focada em hiperautomação com inteligência artificial e com sede em Curitiba, a ROIT nasceu em 2011 como uma empresa de consultoria tributária e, só em 2016, passou a atuar em contabilidade desenvolvendo soluções próprias a partir de estratégias digitais. Segundo Lucas Ribeiro, hoje, com mais de 170 colaboradores, a ROIT oferece soluções tecnológicas para empresas de grande e médio porte que buscam inovar os setores de gestão fiscal, financeira e contábil. Ele ainda contou que na ROIT o modelo de gestão é baseado na holacracia, ou seja, um sistema em que a tomada de decisão é dividida entre todos os funcionários da corporação.
“O nosso objetivo sempre foi dar acesso aos colaboradores, em que eles podem dar feedback a qualquer um a qualquer momento, além de ter acesso às informações da empresa. Esse é o racional que sempre aplicamos, que é trazer as pessoas para uma estrutura muito direta e muito objetiva. Nós temos casos de pessoas que entraram estagiários e em dois anos viraram sócios da empresa”, explicou Ribeiro.
Antes de entrar na Roit, Lucas teve contato desde muito novo com o mundo da transformação digital. Aos 13 anos, ele começou a fazer cursos de desenvolvimento para web e na fase adulta entrou para o ramo empresarial e de inovação. “Com 24 anos eu já estava ganhando dinheiro em alguns negócios e sempre olhando para o meu cliente e para o que ele precisava e isso é que gerava os novos negócios. Eu mudei e evoluí muito na jornada profissional”, afirmou.
Além de contar a própria trajetória de vida e no mercado de trabalho, Lucas Ribeiro junto do gerente de desenvolvimento de novos negócios na ACE Cortex, Marcelo Finger, deu algumas dicas para aquelas empresas que querem melhorar o funcionamento de seus negócios utilizando as tecnologias digitais.

O que é transformação digital nas empresas?

Segundo Marcelo Finger, alguns empreendedores confundem o que de fato é o processo de transformação digital e não enxergam neste um processo que pode resolver problemas e até melhorar os serviços prestados por um negócio.
“A tecnologia é um meio para você entregar algo e o que vale é a aplicação, então, a transformação digital é usar isso para entregar valor e criar uma jornada direta com seu consumidor. Não tem como, hoje, uma empresa não ter uma camada digital tanto para a parte logística quanto para as partes de canal de vendas, porque as pessoas estão no digital e você precisa conectar com elas através desse meio”, afirmou.
Ainda segundo Finger, neste cenário de transformação digital, atualmente, as grandes empresas querem se transformar em startups, no entanto, muitas não conseguem isso, então estão criando é uma esteira ágil de inovação, ou seja, ter uma estrutura separada ou específica para que possa fazer testes, o chamado ambiente de experimentação.

Qual é o cenário do Brasil sobre a transformação digital empresarial?

Para Lucas Ribeiro, muitas empresas nacionais estão transformando os próprios negócios em tecnologia, o que significa que o país está caminhando positivamente em relação à transformação digital nas corporações. “No Brasil não estamos atrasados e pelo que eu vejo nós temos soluções de tecnologia muito avançadas e pequenas empresas de tecnologia que estão despontando em nichos”, destacou.
Para ele, uma empresa só consegue sair efetivamente da chamada utopia de gestão de negócios, quando implementa de fato a inteligência artificial. “Esse é um dos nossos maiores déficits com certeza, porque muito do que se tem dito como inteligência artificial no Brasil e até no mundo é fake. Com a inteligência artificial evoluindo e entregando resultado de fato, é que a gente consegue transformar utopia em realidade”, apontou Ribeiro.
Segundo Marcelo Finger, a maior parte dos fundos de investimentos procurou nos últimos anos investir em startups que são do modelo SAS (gestão de negócios com software) e, para ele, esse é o caminho que vem ganhando força nacionalmente. “O Brasil está numa pegada forte, a digitalização é mandatória, todas as empresas estão colocando prioridade nisso, porque se elas não entrarem nessa do processo de digitalização, vão ficar para trás”, afirmou.

Gestão de pessoas e transformação digital: como lidar?

Marcelo Fingir acredita que, na era da transformação tecnológica, um dos princípios básicos para ter uma gestão de recursos humanos de excelência é manter em empresas somente profissionais que tenham o mesmo alinhamento cultural que a organização.
“O primeiro ponto para qualquer companhia que quer ter uma cultura ágil e que consiga crescer e manter esse crescimento acelerado é ser inegociável com os valores da empresa”, aconselhou.

Qual o diferencial de empresas que implementam a transformação digital?

De acordo com o gerente de desenvolvimento de novos negócios na ACE Cortex, muitas vezes as empresas criam um projeto de inovação e acham que este projeto vai resolver a vida do negócio, mas não é isso que acontece. Ele ainda ressalta que as empresas que têm sucesso em promover a transformação digital são as que entendem que este não é um processo a curto prazo.
“As empresas que implantam o processo de transformação digital criam suas iniciativas e aos poucos vão engajando mais gente para dentro do projeto, com pessoas que estão atuando dentro do core da empresa, além daquele lado que é o que vai levar a próxima alavanca de crescimento”, concluiu Marcelo Fingir.
*Artigo produzido pelo Papo Raiz – uma conversa descontraída e divertida sobre empreendedorismo e assuntos em alta na sociedade.

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