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Isadora Jardim e Maíra Godoy participam do Papo Raiz

Isadora Jardim e Maíra Godoy

Como criar e cumprir metas para 2023

Papo Raiz*
21/12/2022 18:00
Fim do ano chegando e com ele muitas pessoas já começam a planejar metas para o novo ano que está se aproximando. No entanto, devido às diversas responsabilidades e correrias do dia a dia, atingir muitas dessas metas acaba se tornando um grande desafio, o que faz com que as mesmas sejam deixadas de lado ou adiadas para outro momento.
Mas, o fato é que sim, é possível fechar o ano com metas batidas, basta que cada indivíduo se prepare e alinhe bem todas as ações que terá pela frente. E para ajudar aqueles que já listaram suas metas ou ainda estão com esse planejamento em andamento e querem ter sucesso no próximo ano, o podcast Papo Raiz entrevistou duas experts no assunto, a senior consultant da EloGroup, Isadora Jardim e a psicóloga/palestrante da plataforma Vittude, Maíra Godoy.
Durante o bate-papo, as duas entrevistadas separaram dicas de como planejar, praticar e conquistar metas para o próximo ano, comentaram sobre como determinadas situações podem interferir neste processo, como reagir às metas existentes também no ambiente profissional e como as novas gerações estão transformando o mercado de trabalho.

Por que algumas metas planejadas não são alcançadas?

Para Maíra Godoy, um dos grandes erros das pessoas é querer atingir metas antes de entender a própria realidade e se vai ser possível desenvolver ações naquele momento para que bons resultados sejam obtidos futuramente. Ela destaca que é preciso agir de forma consciente e estar preparado para possíveis mudanças ao longo do processo.
“O que vejo é que para fazer esse planejamento precisamos ter um histórico de como estamos naquele momento e, muitas vezes, eu vejo que as metas e os planejamentos estão fora da realidade das pessoas, então é preciso adaptar, ter flexibilidade, reorganizar a rotina, ver o que é preciso enquanto pessoa naquele momento”, afirmou a psicóloga.
Já para Isadora Jardim, as pessoas falham em atingir metas ao subestimar o curto prazo, por serem muito imediatistas e, principalmente, por não tirarem do papel o planejamento. Além disso, a consultora explicou que é preciso não procrastinar as ações e ter clareza de como tudo deve ser feito para impulsionar os objetivos.
“O principal motivo de as pessoas não atingirem metas é o fato do planejamento. Elas até fazem o planejamento, mas a parte que compete executá-lo e entrar em ação, aí começa a ficar um pouco mais difícil, porque a gente acostuma a esperar a motivação chegar, só que a ação precede a inspiração, eu preciso entrar em ação primeiro. A gente tem uma lógica de motivação na nossa cabeça, que em geral é motivação vai me levar à ação e a ação vai me levar a um resultado, mas se a gente subverte a lógica da motivação e coloca a ação em primeiro, começa a colher os primeiros resultados, então, a motivação começa a vir automaticamente”, ressaltou.

Como lidar com a criação de metas a longo prazo?

Planejar metas a curto, médio ou longo prazo é um ponto essencial para saber como organizar ações e direcionar esforços para que as mesmas sejam atingidas. Segundo Maíra Godoy, quando alguém está projetando metas a longo prazo, também está pensando em sustentabilidade e autoconhecimento.
“As metas precisam ser sustentáveis, e um ponto que acho que é importante é que a conclusão da meta não é isolada do desenvolvimento. Realizar metas é também contar um pouco o que eu quero e qual a minha percepção de mundo”, disse Godoy.
Já a consultora Isadora Jardim acredita que as metas a longo prazo, por serem algo com prazo entre 5 anos ou mais, impõem às pessoas a necessidade de entender que algumas renúncias precisarão ser feitas para que outras ações sejam alcançadas, especialmente, pela questão do tempo que cada indivíduo tem para atingir essas metas. Ela destaca que a flexibilidade é uma característica importante nesse tipo de situação.

Metas x ambiente de trabalho: como lidar?

Além das metas pessoais, também existem aquelas impostas pelo ambiente de trabalho e que exigem não só o engajamento pessoal, como o de toda uma equipe para que uma empresa possa progredir. As entrevistas também analisaram este cenário e apontaram como os colaboradores podem reagir às metas de trabalho e qual o impacto delas na rotina profissional e da organização.
Para Isadora Jardim, o mais importante, principalmente, se a pessoa ocupar uma posição de liderança em uma empresa, é conseguir não só interpretar o foco no resultado que todos têm que atingir como compreender quais atividades os seus colaboradores têm capacidade de assumir a responsabilidade e, a partir disso, auxiliar cada um, a realizá-las em etapas menores visando mensurar os resultados e atingi-los.

Qual o impacto das novas gerações no mercado de trabalho?

Após comentarem sobre todos os pontos envolvendo o planejamento de metas e como desdobrar essa estratégia, seja de forma individual seja enquanto equipe de trabalho, as especialistas aproveitaram para falar sobre um tema que tem sido pauta das discussões de muitas organizações: a necessidade de adaptação empresarial diante das novas gerações.
Isadora Jardim lembrou que o comportamento das gerações tem mudado bastante ao longo dos anos, e que objetivos que antes eram primordiais para algumas pessoas, como entrar em uma empresa, se sentir seguro no espaço de trabalho, dar o melhor e pensar na rotina após a aposentadoria, agora já não fazem parte do foco de muitos profissionais que estão entrando no mercado de trabalho.
Ela explica que isso se deve também à evolução tecnológica e à liberdade de escolhas, em que as pessoas buscam um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, então, resta às empresas se adequarem a esses novos valores e construir um ambiente de trabalho mais flexível.
Já para Maíra Godoy, a sociedade está entrando na era do conhecimento, onde tudo é centrado na pessoa, bem como na questão da interconexão a partir do indivíduo. A psicóloga afirma que o processo de educação e também a forma da relação que os profissionais têm com as instituições também está se transformando, então, não só as empresas, mas as pessoas em geral precisam observar o que essas mudanças têm causado no universo profissional.
“Acho que precisa desse olhar, no sentido de a gente ir entendendo o quanto isso vai impactando no dia-a-dia na hora dos limites de escolha, de renúncia e o quanto eu vou me adaptando a esse movimento que está acontecendo”, concluiu Godoy.
*Artigo produzido pelo Papo Raiz – uma conversa descontraída e divertida sobre empreendedorismo e assuntos em alta na sociedade.

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