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América Latina salta de 2 para 34 unicórnios em 4 anos

Startups bilionárias

Em 4 anos, número de unicórnios na América Latina salta de 2 para 34

Guilherme Haas, especial para o GazzConecta
15/10/2021 12:00
O relatório Sling Hub LATAM, produzido e divulgado pela plataforma de inteligência brasileira Sling Hub, revela o crescimento do ecossistema de inovação na América Latina, com um salto no número de unicórnios – startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão – e o aumento de investimentos estrangeiros na região.
Segundo o relatório, havia apenas 2 unicórnios latino-americanos até 2017: as argentinas Mercado Livre e Decolar. De lá para cá, no entanto, os investimentos vêm aumentando progressivamente na região, consolidando novas soluções tecnológicas nos mais diversos setores. Em 2018, 9 startups entraram para o seleto clube de unicórnios latino-americanos; em 2019, foram mais 6; em 2020, outras 4 (mesmo com o impacto da pandemia); e em 2021, já são mais 13 unicórnios na região – e ainda temos mais um trimestre pela frente. No total, temos 34 unicórnios na América Latina.
Os 34 unicórnios da América Latina
Os 34 unicórnios da América Latina
“Cinco anos atrás, não havia tantos investidores estrangeiros olhando para a América Latina. Se cinco anos atrás, a maior parte dos investimentos era de capital do Brasil, em rodadas menores; agora estão cada vez mais comuns as rodadas maiores e a presença de capital de fora. O mundo está olhando para a América Latina e tem muito dinheiro sendo injetado”, conta João Ventura, CEO da Sling Hub.

Salto de unicórnios no Brasil

Nesse cenário, há um forte crescimento das startups brasileiras, que vêm atraindo grande parte dos investimentos estrangeiros. O Brasil foi o destino de 70% dos investimentos realizados neste ano, seguido pelo México (13%) e a Colômbia (7%). Os aportes refletem também no número de unicórnios brasileiros, que já representam 60% do total latino-americano, com a Argentina em segundo lugar (17%) e o México em terceiro (com 11%).
Das 10 startups que mais captaram nos últimos cinco anos, sete são brasileiras: Nubank (US$ 2,4 bilhões); C6 Bank (US$ 2,2 bilhões); Stone (US$ 1,5 bilhões); Loft (US$ 900 milhões); Quinto Andar (US$ 700 milhões); VTEX (US$ 700 milhões) e Gympass (US$ 700 milhões). As outras três são: a colombiana Rappi (US$ 2,2 bilhões); a argentina Mercado Livre (US$ 2 bilhões) e a mexicana Kavak (US$ 800 milhões).
“O Brasil é a maior economia e a maior população da América Latina; especialmente para startups B2C, isso tem um peso enorme para a escalabilidade do produto. Apesar das dificuldades de se empreender no Brasil, temos uma economia forte e um enorme mercado consumidor em potencial”, explica Ventura.
Em números totais, o relatório Sling Hub LATAM aponta que o Brasil possui atualmente 17.987 startups, o que representa 77% do total da região. O país é seguido pelo México, com 1.869 startups (8%); e o Chile, com 1.109 (5%).

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