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Hendel Favarin e Josef Rubin, fundadores da Conquer Business School. Crédito: Divulgação.

Profissionais do futuro

“A Conquer existe porque há uma falha na educação tradicional, e alguém precisava corrigir”, diz fundador da empresa paranaense avaliada em R$ 400 milhões

Maria Clara Dias
Maria Clara Dias
12/07/2024 17:08
Ao apostar na criação de cursos capazes de preparar profissionais para o mercado de trabalho, a Conquer alcançou valuation milionário e entrou na mira da Wiser Educação, hoje detentora de 100% do negócio; conheça a história e planos do negócio
As discussões sobre a relevância da capacitação profissional nunca estiveram tão em alta. Com projeções pouco otimistas, evidenciando um gap tecnológico nos próximos anos causado por uma demanda de vagas superior à quantidade de profissionais aptos para ocupá-las, encontrar meios de preencher esses gargalos relacionados a habilidades e competências técnicas virou tema de ordem para muitas empresas. O sistema educacional, porém, custa a perceber essa necessidade gritante. Esta é a crença que levou Josef Rubin a fundar a Conquer Business School, escola de negócios especializada em pós-graduações e cursos práticos para formação dos “profissionais do futuro” que, hoje, tem faturamento superior a R$ 130 milhões.
Fundada em 2016 por Rubin e seu sócio Hendel Favarin, a Conquer está avaliada em R$ 400 milhões no momento. Parte desse resultado se deve à validação do mercado educacional na empresa - atualmente, a Conquer tornou-se a aposta mais recente do empresário Flávio Augusto, fundador da Wiser Educação, holding de empresas do setor. Em maio deste ano, a Wiser concluiu a aquisição de 100% do negócio, após uma sequência de investimentos na casa de R$ 120 milhões nos últimos três anos.
As cifras milionárias exibidas pela Conquer contrastam com o começo do negócio, que foi aberto após um investimento inicial de R$ 36 mil, e se manteve autofinanciado desde então. Lucrativa desde o princípio, a Conquer não demandava aportes externos, e dispensava a entrada de investidores e fundos - ainda que Rubin avaliasse oportunidades em aberto. “Por sempre gerarmos caixa, mesmo sempre procurados por empresas e fundos, nunca havíamos pensado em captar investimento externo”, lembra o fundador. “O cenário mudou com a provocação de um investidor, o que nos fez olhar para o mercado em busca de smart money antes de qualquer coisa”, diz.
De acordo com Rubin, a sinergia de valores e cultura entre as empresas é o que motivou a venda, ainda que uma transação não fosse um acontecimento estimado pela Conquer no passado. “Eles [Wiser] de fato entendiam como funciona um negócio de inovação dentro do setor de educação”, conta. “Em comum, todas as empresas do grupo Wiser têm foco em empregabilidade. Com a Conquer é exatamente a mesma coisa: a faculdade de administração, hoje, é incompleta para os profissionais que desejam estar atualizados - e estamos dispostos a solucionar isso”, diz Rubin.

Como funciona a Conquer?

A empresa se propõe a ser a segunda via da educação profissional da atualidade, e faz isso por meio de um modelo de negócio que consiste, basicamente, na oferta de cursos e capacitações que abrangem temáticas que estão fora do radar das graduações tradicionais.
Há um atraso entre o que é ensinado nas faculdades e o que realmente é importante para as empresas. O conteúdo ensinado nas salas de aula não é mais utilizado”, avalia Rubin. “A Conquer existe porque há uma falha na educação tradicional, e alguém precisava corrigir. É uma responsabilidade da instituição de educação garantir um conteúdo atual e relevante e não ter preguiça de atualizar o conteúdo
, diz.
Nesse sentido, o intuito é adicionar “trilhas” de conhecimento que possam formar profissionais mais completos. Alguns exemplos são as trilhas de soft skills, educação financeira, inteligência emocional e, em um patamar mais técnico, o ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial generativa.
Na Conquer, há um time dedicado à atualização constante dos conteúdos como forma de reverter esse cenário. Segundo Rubin, esses profissionais são responsáveis por incorporar conteúdos relevantes dentro dos cursos da escola de forma contínua.

Impacto na ponta

A missão da Conquer, reforça o fundador, é revolucionar a educação, formando os profissionais que farão diferença no Brasil. Segundo Rubin, o impacto gerado a partir desse compromisso já é palpável. “Já calculamos mais de R$ 1 bilhão em retorno financeiro para os alunos”, afirma. Para chegar a tal conclusão, a escola correlacionou o aumento progressivo de salário de alunos formados pela Conquer após um ano da conclusão da graduação.
“Quando falamos de negócio, qualquer outra métrica passa a ser vaidade. O que importa é a progressão salarial e deixar claro que um aluno de fato avança na carreira a partir das habilidades que adquiriu ali. Esse retorno que geramos supera qualquer índice de renda fixa no Brasil”, afirma.

A vida após aquisição

De acordo com Rubin, desde o ingresso da Wiser na Conquer, a escola de negócios triplicou seu faturamento, passando de R$ 35 milhões em 2020 para R$ 130 milhões em 2023.
Com a aquisição total, os sócios da escola de negócios passaram a integrar o corpo executivo da holding. Rubin continua como CEO da Conquer, além de CMO da Wiser, sendo responsável pelas estratégias de marketing do grupo educacional.
Para além da ampliação do faturamento, a Conquer se vê pronta para novos desafios, colocando novos produtos debaixo de seu guarda-chuva. No radar, está a aposta no Conquer In Company, braço de treinamentos corporativos da escola. “Nove das 10 empresas mais amadas do Brasil são nossos clientes. São empresas que investem muito em treinamentos corporativos, especialmente de liderança, pois entendem que não há outro caminho a não ser desenvolver pessoas, liderar e dar feedback”, diz.
Além disso, a Conquer também pretende formalizar, ainda em 2024, a incursão no mundo offline, com a inauguração de uma escola física em Curitiba. “Ela terá o objetivo de formar um profissional para o mercado de trabalho e ampliar seu valor profissional e chances de empregabilidade”, explica. Juntas, as novidades devem elevar o faturamento da Conquer para R$ 500 milhões até 2030, projeta Rubin.

E vem aí o GazzSummit Agrotechs

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O GazzSummit promove a disseminação de tecnologias e práticas de inovação que possam levar a cadeia produtiva ainda mais longe. Uma programação intensa de 12 horas de conteúdo, e mais de 25 palestrantes, espera os participantes que poderão interagir com players importantes do ecossistema como grandes empresas, cooperativas, produtores, entidades públicas, startups e inovadores. Garanta já a sua vaga.

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