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Com US$ 21,9 bilhões (cerca de R$ 108 bilhões) destinados a empresas locais, o Brasil tem destaque entre as demais nações latino-americanas, mostra estudo.

Startups

Com Brasil na liderança, startups latinas captaram mais de US$ 36 bilhões nos últimos cinco anos

Maria Clara Dias
Maria Clara Dias
22/12/2023 10:20
Apesar dos percalços envolvendo o fluxo tímido de capital para empresas de tecnologia, as startups da América Lrina ainda têm números de investimento polposos a mostrar. As startups da região captaram mais de US$ 36 bilhões em investimentos desde 2019, com destaque especial para o Brasil, líder em número de aportes e de volume total investido. Os dados são do relatório Panorama Tech, estudo do hub de inovação Distrito, em parceria com o SoftBank Latin America e Upload Ventures.
Com US$ 21,9 bilhões (cerca de R$ 108 bilhões) destinados a empresas locais, o Brasil tem destaque entre as demais nações latino-americanas, mostra o estudo. O país é, também, o principal polo de inovação da região, com mais de 13 mil startups em atividade, que contabilizam algo como 63% do total da América Latina. Na sequência estão México (11,7%), Argentina (7,1%), Colômbia (6,2%) e Chile (5,1%).
Juntas, essas empresas têm conseguido lutar contra o cenário de aversão ao risco e alta seletividade por parte de investidores. Ainda que com volumes decrescentes no venture capital (de acordo com o Distrito, a queda está na ordem de 84% quando comparados o segundo trimestre de 2023 e o de 2021), as startups brasileiras continuam sendo um grande oásis na região.
Prova disso está no número de unicórnios, empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, no país. O levantamento mostra que o Brasil tem 24 dessas empresas, volume três vezes superior ao do segundo colocado: México, com sete unicórnios. Ao todo, são 45 unicórnios na região, sendo 19 (42,1%) apenas da área financeira.
No Brasil, o destaque entre as empresas bilionárias está no pioneirismo de setores como e-commerce, fintech e logística que, juntos, contam com boa parte dos unicórnios já consolidados, a exemplo de Nubank, Loggi, VTEX, Ebanx, Neon, Olist, iFood, unico e Pismo.

Mais unicórnios, mais agilidade

Para o grupo de empresas fundadas a partir de 2011, o tempo médio para alcançar o valuation bilionário foi de 8,5 anos. Ao considerar apenas as startups fundadas a partir de 2015, a média cai para quatro anos.
De acordo com o Distrito, isso evidencia que as startups têm levado cada vez menos tempo para chegar ao status de unicórnio. Isso, segundo o hub, se deve ao amadurecimento do mercado de tecnologia na região e, também, ao aprendizado contínuo de fundadores a partir de casos de sucesso anteriores.

As líderes em inovação

Seguindo a premissa dos investimentos financeiros, fintechs também têm protagonismo na região, sendo o setor responsável por agregar 13,1% de todas as startups da América Latina. Novas regulações, a democratização do acesso à internet e os altos índices de desbancarização têm impulsionado a criação de soluções na área financeira, justifica o relatório. Em termos de investimento, essas empresas totalizam US$ 13,3 bilhões em 1.187 rodadas desde 2019.
O destaque das fintechs, evidencia o estudo, não está restrito ao Brasil. Para a maioria dos países da América Latina, as startups dedicadas à indústria financeira seguem como as mais numerosas, seguidas pelas retailtechs, startups de soluções para o varejo, e healthtechs, startups de saúde.

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