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O diretor de mercado da Fomento Paraná, Renato Maçaneiro. A instituição financeira fornece diversas linhas de crédito a empreendedores.

Ação Inovadora

Foco nos registros contábeis e gestão: lições de Renato Maçaneiro para um negócio viável

Isadora Rupp, especial para o Gazz Conecta
22/10/2020 17:22
Por que algumas ideias inovadoras são brilhantes, mas às vezes ficam somente no insight e não evoluem para um modelo de negócio viável? Falta de controle, pouco gosto por números e impaciência são algumas das atitudes adversas citadas pelo diretor de mercado da Fomento Paraná, Renato Maçaneiro, um dos mentores do projeto Ação Inovadora; são eles quem irão responder as dúvidas dos empresários paranaenses enviadas ao GazzConecta.
Graduado em Matemática pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), o diretor começou a trabalhar na instituição financeira estadual (que se chamava Banco de Desenvolvimento do Paraná, o Badep) aos 14 anos, como office boy. Fez carreira na área de tecnologia, trabalhou na área de dívida pública da Secretaria Estadual da Fazenda e está na Fomento há 16 anos. Desde 2019, dirige a área de mercado atendendo clientes e parceiros.
Segundo o diretor, a expertise desses anos de carreira mostram que os empresários, de maneira geral, precisam encarar seus negócios de uma maneira mais prática, levando em conta qual a receita que necessitam para que a empresa seja viável e sustentável. Outro aspecto é o compromisso com o registro contábil e o recolhimento de impostos. "Isso é algo importante para que ele acesse crédito de forma mais fácil, dando a possibilidade de acessar linhas de crédito estaduais e federais" frisa Maçaneiro.
As estratégias para conseguir um bom caixa ao empreendimento é outro item cuidadoso no checklist de gestão. O diretor orienta que se busque empréstimos a médio e longo prazo. "No curto prazo, o empresário pega o crédito e muitas vezes não tem nem tempo de esperar o retorno do investimento para começar a pagar. Precisa ser um dinheiro aderente, com prazo mais alongado e maior tempo de carência" ensina.
Maçaneiro salienta ainda uma máxima disseminada no mercado, mas nem sempre levada em conta: um novo negócio precisa de tempo para maturar. "Ele não é viável financeiramente assim que começa. Tem o tempo de plantar, cuidar e colher".
É recurso que você precisa? 
A Fomento Paraná, instituição financeira do governo do Estado que financia ações e projetos inovadores de empresas por meio do repasse de recursos do BNDES e da Finep (caracterizados por juros baixos, prazos e carência longos) conta com diversas linhas de crédito. Desde microempreendedores informais, passando por incentivos voltados especificamente às empreendedoras (o Banco da Mulher Paranaense, que acaba de completar um ano), até fomento exclusivo a empresas inovadoras. Além disso, realiza parcerias com prefeituras e associações comerciais; já são 200 municípios atendidos em todo o Paraná, com a finalidade de levar crédito a todos.
Diferente dos bancos comerciais (que oferecem um crédito pré-aprovado com juros mais altos), a Fomento Paraná, fala Renato Maçaneiro, faz uma análise do negócio para identificar qual é a melhor fonte de recurso para que a empresa se capitalize. "Conforme o nicho e o segmento vamos analisar se a empresa precisa de um investidor, de capital de giro, de mais infraestrutura ou ainda capacitar a equipe ou comprar novos equipamentos que ajudem o negócio, oferecendo uma linha de crédito adequada.  Nossa visão é tentar enxergar se é recurso que ele de fato precisa, qual é o tipo de recurso, em qual tempo ele poderá pagar e com qual finalidade" enfatiza.

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