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L8 lançou durante a pandemia a câmera termográfica para diagnosticar os primeiros sintomas da Covid-19. Foto: Matteo Fusco/Unsplash

Ação Inovadora

Grupo curitibano transforma produto comum em indústria para auxiliar na detecção da Covid-19

Isadora Rupp, especial para o GazzConecta
26/10/2020 14:35
Embora aos poucos a crise sanitária e econômica originada pela pandemia do novo coronavírus dê sinais de arrefecer e que os serviços e comércio estejam retomando suas atividades, ainda há muita incerteza. Segundo dados da consultoria McKinsey, 73% das pessoas no Brasil declararam que a sua renda diminuiu em 2020, o que adiou planos e deixou para depois novos investimentos, seja de pessoas ou empresas.
Com o prolongamento da crise e demanda por soluções que auxiliem na descoberta de sintomas do vírus, a L8, grupo curitibano de empresas de tecnologia que oferece serviços nas áreas de energia solar, automatização de sistemas, segurança e cibersegurança, decidiu, em meio a quarentena, criar um produto que ajudasse indústrias, aeroportos, hospitais e outros espaços a diagnosticar os primeiros sintomas da Covid-19. Para isso, o grupo lançou a câmera termográfica.
O aparelho instalado no Hospital do Trabalhador, em Curitiba.
O aparelho instalado no Hospital do Trabalhador, em Curitiba.
A L8 já contava com o produto em sua linha de soluções direcionada à automação: a câmera é usada em indústrias para medir pontos de calor e evitar acidentes de trabalho. A empresa então fez uma versão mais barata para que o aparelho fosse capaz de realizar uma leitura da temperatura corporal com precisão.
O equipamento também registra o dia e horário em que a pessoa entrou no local. "Isso permite detectar fluxos migratórias de pessoas que, porventura, tenham sintomas. Por exemplo: se em um avião 20% das pessoas deixam a aeronave e estão com febre, ali tem um possível foco da doença, o que permite tomar ações mais precisas em tempo real", afirma Leandro Kuhn, CEO da L8 Group
Para tornar o produto mais barato e escalável, a L8 realizou uma série de adaptações na câmera, tornando o valor de venda no mercado 90% menor. Além de implementarem uma tecnologia que melhora a precisão da temperatura do corpo, para evitar falsos positivos ou negativos de febre, a máquina também não considera quando uma roupa esquenta o corpo. "Ela realiza a medição apenas no rosto" explica Kuhn.
O Leandro Khun, CEO da L8 Group: empresa reduziu custo da câmera em 90%.
O Leandro Khun, CEO da L8 Group: empresa reduziu custo da câmera em 90%.
Fábricas com um número grande de funcionários e órgãos públicos, espaços em que há uma circulação de pessoas considerável diariamente, são locais que podem se beneficiar da câmera termográfica. Diferente da medição de temperatura com um simples termômetro, a tecnologia, por registrar o dia e horário de entrada permite um rastreamento de contatos eficaz. "Nem sempre a febre é um sintoma de Covid-19. Mas de qualquer forma é alguém que necessitará de atendimento médico e que pode ser testado" frisa o CEO.

Reconhecimento facial 

O aparelho também conta com uma tecnologia que realiza o reconhecimento facial com precisão, mesmo com o uso de máscara. Logo, sua implementação torna a circulação em prédios, hospitais e condomínios mais seguros.
Além disso, a câmera também emite sons caso a temperatura da pessoa esteja elevada. "Facilita muito a passagem de pessoas, sem que precise de um profissional dedicado a fazer isso manualmente" frisa Kuhn. Fora a compra por comércios, aeroportos e indústrias, a L8 também doou aparelhos para instituições de saúde como o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, auxiliando neste controle e na prevenção do contágio de profissionais de saúde, tão essenciais neste momento de pandemia. "Aproveitamos o momento para inovar neste período e contribuir de alguma forma" destaca o CEO.

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